As águas barrentas do rio Solimões não se misturam com as águas negras do rio Negro por causa dessa história
Antes da tribo Manaó habitar a região de Manaus e de Manacapuru, uma tribo aqui habitava, seu nome era Pacatupi. Umas das índias da tribo estava grávida de gêmeos, na hora do parto ela acabou falecendo, os gêmeos sobreviveram, mas na tribo Pacatupi, assim como várias tribos, enterravam vivos os bebês gêmeos.
O pai da criança não queria que os bebês fossem mortos e ele os pegou e partiu rumo a região onde hoje se encontra o “encontro das águas”. Lá ele criou os gêmeos até sua morte anos depois. Os irmãos brigavam muitos, o irmão mais velho sempre brigava com o mais novo porque ele fazia seus artesanatos e tirava muito barro na beiro do rio, para ampliar a produção dos seus artesanatos.
Depois de muita briga, o mais velho decidiu dividir o lugar, tanto a terra, quanto a água. Usou ripas para fazer a divisão, como veremos na foto abaixo.
Com o tempo o irmão mais novo se uniu com outros índios da tribo Pacatupi para a fabricação de cerâmicas e também para remoção de barro na beira do rio, manchando ainda mais o rio. Muitos anos depois, o irmão mais novo morreu de malária, e o mais velho decidiu tirar as ripas e acabar com a divisão, e foi aí que veio a surpresa, o rio de cor negra não se misturava com o rio do outro lado que tinha ficado com suas águas barrentas, e o mais impressionante, cada rio tinha e tem até hoje velocidades e temperaturas diferentes.
Encontro das Águas – Ripas foram usadas para dividir as terras e o rio