Após internação, mulher começa a fazer xixi roxo

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Uma mulher de 70 anos apresentou coloração arroxeada em sua urina após dez dias de internação devido a um AVC (derrame cerebral). Apesar de incomum, a ciência já classificou a doença como síndrome da urina roxa.

Ao chegar no hospital, foi colocado um cateter urinário na paciente devido à paralisação de parte do corpo como consequência do acidente vascular cerebral. Enfermeiros estranharam a cor de sua urina e, então, exames constataram maior acidez e a presença de uma bactéria chamada Klebsiella pneumoniae no trato urinário.

Síndrome da urina roxa

A síndrome da urina roxa foi discutida pela primeira vez em 1978. É caracterizada por uma reação química que ocorre quando certas bactérias entram em contato com triptofano, uma substância geralmente encontrada em medicamentos e alimentos.

Quando microrganismos, como a bactéria apresentada pela francesa, reagem com o triptofano, há a produção de novas químicas no organismo, sendo uma azul (índigo) e uma vermelha (indirubina). Quando essas químicas se misturam no trato urinário, transformam a urina de amarela para roxa.

A urina roxa é uma síndrome rara, porém de fato pode acometer pessoas internadas com cateter urinário, visto que o cateter leva todos os reagentes do trato urinário para uma bolsa – onde ocorrem as reações químicas.

Após quatro dias tomando soro pelas veias, tanto a acidez quanto a coloração da urina da paciente voltaram ao normal. Ela ainda se encontra internada devido ao AVC. Seu caso foi compartilhado por especialistas no periódico The New England Journal of Medicine.

Se a doença não é tratada, pode levar a outras patologias. Isso porque as substâncias criadas podem ser transportadas para outros órgãos do corpo e provocar doenças mais graves.

Foto: Foto: Reprodução/The New England Journal of Medicine / Minha Vida
Foto: Foto: Reprodução/The New England Journal of Medicine / Minha Vida

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