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Bolsonaro culpa a imprensa por “má fé” ao falar da compra de 35 mil comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas

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Nessa semana o deputado federal Elias Vaz (PSB- GO) trouxe a tona algumas compras milionárias realizadas pelos militares brasileiros para as forças armadas, entre elas estava a compra de 35.000 comprimidos de Viagra da Pfeizer, 60 próteses penianas, botóx e até mesmo gel lubrificantes. O Palácio do Planalto correu para tentar justificar a compra e disse que apesar de parecer que é, não é.

Durante o café da manhã de ontem (13), com pastores lobistas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestou-se sobre a aprovação da compra dos Viagra pelas Forças Armadas. Bolsonaro justificou a compra do remédio no Palácio da Alvorada.

O presidente disse que a principal função do remédio é tratar casos de hipertensão arterial pulmonar, além de colaborar no tratamento de doenças reumatológicas.

Diante do caso, o chefe do executivo voltou a criticar a mídia que, segundo ele, “não procurou saber” do que se tratava. “A gente apanha todo dia de uma imprensa que tem muita má fé e é ignorante também”, disse Bolsonaro.

A aquisição do medicamento foi inicialmente compilada e divulgada pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO). Dados do portal da Transparência e do painel de preços do governo apontam que as Forças aprovaram pregões –modalidade de licitação criada pela lei 10.520 de 2002 – para comprar o remédio.

Em nota enviada ao Poder360, o Ministério da Defesa afirmou que a compra de 35.000 unidades de Viagra tem o objetivo de tratar pacientes com hipertensão arterial pulmonar. Segundo o governo, “os processos de compras das Forças Armadas são transparentes e obedecem aos princípios constitucionais”.

Requerimento

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) apresentou requerimento em que pede explicações ao Ministério da Defesa sobre os processos de compra da sildenafila. Segundo o congressista, foram identificados 8 pregões homologados em 2020 e 2021 e ainda em vigor em 2022. Eis a íntegra (175 KB) do requerimento protocolado pelo deputado do PSB.

“Precisamos entender por que o governo Bolsonaro está gastando dinheiro público para comprar Viagra e nessa quantidade tão alta. As unidades de saúde de todo o país enfrentam com frequência falta de medicamentos para atender pacientes com doenças crônicas, como insulina, e as Forças Armadas recebem milhares de comprimidos de Viagra”, escreveu o deputado em texto enviado a jornalistas.

Ainda segundo dados do portal da Transparência e do painel de preços do governo, indícios apontam que houve um superfaturamento de 143% nos remédios.

Nos processos de compra, o Viagra aparece com o nome genérico Sildenafila. Ao todo, 28.320 comprimidos foram destinados à Marinha, 5.000 ao Exército e 2.000 à Aeronáutica. Os pregões foram aprovados em 2020 e ainda estão em vigor.

A data de uma das compras para a Marinha é 7 de abril de 2021, com registro de 15.120 comprimidos de 25 mg. O preço para cada unidade do remédio foi de R$ 3,65. No entanto, na compra realizada para o Exército em 14 de abril de 2021, cada um dos 15.120 comprimidos de 25 mg saiu por R$1,50.

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