Comissão Julgadora reclama que “Pai Francisco e Mãe Catirina são uma expressão secular de racismo” e poeta amazonense desabafa nas redes sociais

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No início das aberturas de apuração das notas do 54º Festival Folclórico de Parintins, foi lido uma carta feita pela Comissão Julgadora que narrava sobre o movimento “Black Face” em relação aos personagens folclóricos Catirina e Pai Francisco. O clássico casal de escravos que trabalhava em uma fazenda.  Ela grávida, teve o desejo de comer língua do boi mais especial da fazenda. Assim sendo. Um ponto muito importante no auto do boi.

Pai Francisco e Catirina

No Facebook, o polêmico poeta amazonense Simão Pessoa, usou a sua rede social para expressar sua indignação à respeito do ocorrido.

“Eu ia assistir à apuração do Festival de Parintins, mas já desisti. Quando ouvi a leitura da carta aos bumbás, feita pela Comissão Julgadora, reclamando de que “Pai Francisco e Mãe Catirina serem retratados do jeito que são é uma expressão secular de racismo” já percebi que os julgadores não são do ramo – e que pode acontecer de tudo, até mesmo o Garantido ser campeão.

Porra, desde que o Avé-Lallemant viu um boi bumbá em Manaus, nos anos 1850, Pai Francisco, Mãe Catirina, Cazumbá e Guiomá já eram retratados desse jeito por serem os elementos humorísticos do auto (sendo que as duas mulheres devem ser necessariamente homens fantasiados de mulheres).

Querer mudar a “forma original” dos personagens por causa do famigerado “politicamente correto” é de uma estupidez bizantina. Luis Câmara Cascudo deve estar rolando de rir na sepultura. Vaprapurra!”

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