“Como está, vamos perder a Amazônia”, disse Bolsonaro ao propor a exploração da Amazônia em parceria com os Estados Unidos

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nessa segunda-feira (8), em entrevista à rádio Jovem Pan, que propôs ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma parceria para a exploração da Amazônia. O governante brasileiro defendeu também projetos de desenvolvimento focados na região.

Jair Bolsonaro e Donald Trump no Jardim das Rosas. / Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Jair Bolsonaro e Donald Trump no Jardim das Rosas. / Foto: Kevin Lamarque/Reuters

“Você pega Roraima, lá em baixo da terra tem uma tabela periódica, não podemos perder isso. Quando estive agora com o Trump, conversei com ele, entre outras coisas, que quero abrir para ele explorar a região amazônica, em parceria. Como está, vamos perder a Amazônia. Aquela área é vital para o mundo, é uma área importantíssima”, disse.

Ao ser questionado pelo jornalista Augusto Nunes sobre o que queria dizer com perder a Amazônia, Bolsonaro alegou que a ONU discute com indígenas a possibilidade de se criar novos países no Brasil. Ele também acusou uma minoria dentro da Fundação Nacional do Índio (Funai) de impedir o desenvolvimento da região para “ganhar dinheiro em cima dos indígenas”.

“A própria ONU discute com povos indígenas países aqui dentro, isso pode vir acontecer. Sim, na questão do clima, até em questões subjetivas que estariam fora dessa questão, porque tem a questão do triplo A, que é uma grande faixa que vem de Andes, Amazônia e Atlântico. A área equivale a 136 milhões de hectares e tem um corredor de 50 km (comprimento) a 150 km (largura), que passa na calha do Amazônia. Pela manobra, podemos perder toda a região Norte. O pessoal da Amazõnia, do norte da Amazônia, do Samuel (sic, refere-se a São Gabriel) da Cachoeira, próprio Manaus, que não cresceria, e Roraima. Estariam isolados do resto do mundo”, comentou o presidente.

Durante a entrevista, Bolsonaro também afirmou que pretende rever todas as demarcações índigenas que puder. “Para você hoje em dia fazer um linhão de Manaus para Roraima, que chama de Linhão de Tucuruí, você tem problemas com reservas indígenas. Os índios querem, entre outras coisas, pelo o que estou sabendo, estão nos ultimando isso aí, que se pague por royalties pela linha de transmissão de energia. Eu topo pagar o royalties sem problema nenhum. Mas é uma situação que atrapalha grande parte dos próprios índios”, destacou.

Assista o trecho da entrevista a partir de 9:24.

*Com informações do Portal A Crítica

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