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Manaus, AM, quarta, 01 de fevereiro de 2023

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É falso que Yanomamis em grave situação de desnutrição sejam venezuelanos, e não brasileiros

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Invadida por garimpeiros, Terra Indígena Yanomami tem dezenas de crianças com desnutrição devido à escassez de alimentos — Foto: Condisi-YY/Divulgação

São brasileiros, e não venezuelanos, os indígenas Yanomamis que vêm sofrendo com casos de desnutrição, malária, infecção respiratória aguda e outros problemas de saúde por conta de uma grave crise sanitária na terra indígena onde vivem. A situação vinha sendo denunciada por lideranças indígenas e associações nos últimos anos e foi escancarada no último sábado, 21, após uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e das ministras da Saúde, Nísia Trindade, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. Eles estiveram na Casa de Apoio à Saúde Indígena, onde muitos deles estão sendo atendidos em Boa Vista, capital de Roraima.

Um dia após o governo federal decretar emergência em saúde pública de importância nacional no território Yanomami, sites bolsonaristas passaram a propagar a informação falsa de que a situação gravíssima não afeta brasileiros, e sim Yanomamis venezuelanos. A tese mentirosa é de que a fome e a miséria que vêm provocando a morte dos indígenas é culpa do governo comunista de Nicolás Maduro, e que os indígenas da Venezuela buscam atendimento de saúde no Brasil, país vizinho. Embora a população Yanomami seja formada por indígenas que vivem ao norte da Floresta Amazônica, no Brasil e na Venezuela, a maior parte vive do lado de cá da fronteira, em Roraima e no Amazonas.

Em 2011, se estimava que viviam 11.341 Yanomamis no lado venezuelano; o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontava que eram 21.982 os vivendo no Brasil. Em 2019, um levantamento da Secretaria Especial de Saúde Indígena apontava que eram 26.780 os Yanomamis no território brasileiro. Segundo dados do Ministério da Saúde, a população Yanomami em Roraima e no Amazonas, hoje, está em torno de 30,4 mil pessoas. São esses, que vivem do lado de cá da fronteira, que vêm sofrendo com a crise humanitária e de saúde.

As ações para enfrentar a crise que afeta os Yanomamis ocorrem em território brasileiro: de acordo com o Ministério da Saúde, uma equipe de base ficará em Boa Vista, trabalhando com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, a Casa de Saúde Indígena (Casai), a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima e a Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista. Outra equipe, de campo, vai se deslocar entre dois pontos na Terra Indígena Yanomami (TIY): os polos base de Surucucu e Xitei, ambos dentro do território de Roraima. No domingo, 22, a Força Aérea Brasileira (FAB) levou alimentos para “brasileiros na Terra Indígena Yanomami”.

O Ministério da Saúde disse que é falsa a afirmação de que os afetados pela crise são venezuelanos e reforçou que a região onde foram confirmados casos de crianças e idosos com desnutrição grave, malária, infecção respiratória aguda, entre outros agravos fica na maior reserva indígena do Brasil. “Como resposta à emergência, foram instalados o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE – Yanomami) e a Sala de Situação. Também foram enviadas quatro mil cestas básicas em caráter de urgência, além de insumos, medicamentos e mais 13 profissionais da Força Nacional do SUS que irão operar o Hospital de Campanha”, diz nota.

A Fundação Nacional do Índios (Funai) também disse que é falsa a informação de que os Yanomamis em grave estado de saúde não são brasileiros. “Diante da crise de desassistência sanitária e nutricional na região, o Governo Federal anunciou uma série de medidas de socorro, como envio de cestas básicas e reforço na atenção à saúde”, diz a nota.

Lideranças dizem que governo Bolsonaro ignorou mais de 50 ofícios

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O autor do conteúdo viral afirma categoricamente, mesmo contra numerosos relatos de indígenas e de diversas entidades, que o governo de Jair Bolsonaro (PL) não teve qualquer relação com o quadro de emergência. A situação na Terra Indígena Yanomami tem sido alvo de denúncias há anos; existem várias evidências que indicam que o cenário se agravou recentemente por avanço do garimpo ilegal e inação do governo federal. Há vasta documentação, além de reportagens publicadas na imprensa nos últimos anos, que mostram como o garimpo ilegal agravou a crise.

A atividade ilegal na região contaminou afluentes; garimpeiros impediram o acesso de serviços de saúde às comunidades isoladas; até mesmo um posto de saúde foi queimado na região do Homoxi, em Roraima, em dezembro de 2022. As denúncias são da Hutukara Associação Yanomami, que representa cerca de 30 mil indígenas.

Em 2021, sob o governo Bolsonaro, a Funai proibiu uma equipe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de levar assistência aos Yanomami e produzir um estudo sobre o impacto do garimpo de ouro no local. Em novembro do ano passado, uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) mirou suspeitas de desvios de verba para remédios na área Yanomami – a suspeita é de só 30% dos mais de 90 tipos de medicamentos fornecidos por uma empresa contratada pelo Distrito Sanitário Indígena local (DSEI-Y) tenham sido entregues.

Mais de uma liderança indígena Yanomami afirma que oficiou o governo Bolsonaro pedindo socorro em relação à crise no território, mas foi ignorada. Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami, disse que vem denunciando a situação há cinco anos e que o governo Bolsonaro ignorou 50 ofícios enviados.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, ignorou o nosso grito de socorro através de aproximadamente 50 ofícios. O seu ex-ministro da saúde e ex-secretário acobertaram a corrupção que levou a situação a um estado de calamidade pública.

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Sou o idealizador do No Amazonas é Assim e um apaixonado pela nossa terra. Atualmente, participo de diversas ações e discussões na área de cultura, comunicação digital, turismo e empreendedorismo, além de ações sociais.

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