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Em áudio, pai do menino de 13 anos que matou a mãe e o irmão, fala pela primeira vez sobre o caso

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O pai do menino de 13 anos, que matou a tiros a mãe de 47 anos e o irmão mais novo de 7 anos, no último sábado (19/3), está muito abalado, conforme disse o delegado do caso, Renato Leite, nesta quarta-feira (23/3).

Em áudio, pai do menino de 13 anos que matou a mãe e o irmão, fala pela primeira vez sobre o caso – Imagem: Divulgação

Sargento reformado da polícia, o pai que sobreviveu após ser baleado pelo próprio filho, está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Trauma de Campina Grande. Conforme a assessoria de imprensa da unidade, ele está na ala vermelha. Além disso, continua com déficit motor e sem sentir os membros inferiores. Ainda não há como afirmar se as sequelas serão permanentes.

Em um áudio divulgado, o pai faz um depoimento emocionante sobre o filho. No relato o sargento defende o menino, e diz que o mesmo é uma criança boa, sempre foi obediente e criado com muito amor. “Ele foi um pedido que eu fiz a Deus, por isso o nome Samuel”, relatou o pai. “Foi criado com muito carinho, com muito amor. Foi um pedido que eu fiz a Deus. […] Mas, esse incidente aí foi uma coisa muito dura pra gente. Isso não quer dizer que ele seja um menino mal“, declarou o pai.

Eu não quero que fique preso não, merece viver em liberdade tem que ficar em liberdade”, disse o sargento. Ainda em áudio, o pai do garoto relatou ter motivações para acreditar que jogos eletrônicos, séries e comentários de amigos incentivaram o filho a atirar na família. “Eu atribuo essa atitude a alguns jogos que ele estava assistindo. Free Fire, aquela série Naruto”.

O sargento disse ainda ter ouvido comentários de amigos do garoto em ir contra as ações de professores. “Eu ouvi algumas conversas de uns colegas falando em oprimir os pais, os professores. Tudo isso foi influencia. Ele é um menino bom e obediente”. O policial termina o áudio dizendo que quer ficar bom para voltar a cuidar do filho que o ama demais.

De acordo com o delegado do caso, Renato Leite, , o pai ainda não foi ouvido pela polícia e vai prestar depoimento apenas quando se recuperar. Ainda conforme o delegado, ouvi-lo posteriormente é “questão de humanidade”.

Segundo a polícia, o adolescente confessou que cometeu o ato infracional porque a família o proibiu de usar o celular para jogar e para conversar com os amigos e porque era pressionado por notas boas.

De acordo com Renato, já é possível fazer uma reconstituição dos fatos. O pai do menino, policial militar reformado, foi à farmácia comprar um remédio para a esposa e, pouco antes de sair de casa, retirou o celular do menino, o que foi definido como sendo “a gota d’água” para a criança cometer o ato infracional.

O menino foi apreendido pouco depois dos tiros e levado para a Delegacia de Homicídios e Entorpecentes da Polícia Civil em Patos. Ele esteve acompanhado de uma advogada e de uma parente.

No domingo (20), ele foi foi enviado para o Centro Especializado de Reabilitação de Sousa, onde ficará a disposição da justiça.

Confira o áudio emocionado do pai que sobreviveu após ser alvejado pelo filho de 13 anos:

 

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