Força conjunta tirou Venezuelanos da rua, colocou no Amadeu Teixeira e agora voltaram para a rodoviária em Manaus

310

Hoje uma mega operação se deu início na cidade de Manaus, a operação foi batizada “Operação Acolhida” e ela é composta de uma ação conjunta liderada pelo Governo do Amazonas em parceria com o Governo Federal, reunindo as Forças Armadas do Brasil, as secretarias de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc) e Assistência Social (Seas), a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), além da Organização Internacional de Migração (OIM), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A Operação Acolhida, que se de início nesta sexta-feira (30), atinge diretamente os venezuelanos que estavam no submundo da rodoviária, local que inclusive estava ficando podre e insalubre. Trata-se de trazer de volta cerca de 100 refugiados venezuelanos que estavam abrigados temporariamente na Arena Amadeu Teixeira, na rua Lóris Cordovil, bairro de Flores e que voltaram para a rodoviária, mas agora foram realocados debaixao desses barracaões e toldos instalados na área próxima ao Terminal Rodoviário Engenheiro Huascar Angelim – Rodoviária de Manaus.

De acordo com a titular da Seas, Márcia Sahdo, a proposta é oferecer condições necessárias para que os refugiados acolhidos conquistem novas oportunidades. Ela explica que há três meses os órgãos envolvidos vêm se reunindo para discutir as ações, que agora estão sendo aplicadas pelas instituições envolvidas.

“Os venezuelanos que estavam vivendo aqui foram para a Arena Amadeu Teixeira temporariamente, até que se instalasse essas tendas aqui para que o ambiente oferecesse melhores condições. Paralelamente a esse trabalho, temos um posto de atendimento para que seja feita a triagem dessas famílias, identificado quem realmente quer permanecer no Estado do Amazonas e, em caso positivo, serão encaminhadas para vários órgãos para que eles comecem uma nova vida. Os que quiserem ir para outros Estados entram em outra fase da Operação Acolhida, com a interiorização”.

Serviços

Próximo à rodoviária há um Posto Referência e Atendimento (PRA) para os refugiados, fruto da parceria entre órgãos municipais, estaduais e internacionais, onde são oferecidos serviços como emissão de documentos, guarda-volumes, encaminhamentos para emprego, serviços de saúde e demais serviços humanitários de agências internacionais.

A secretária executiva adjunta de Direitos da Sejusc, Edmara Castro, destacou que os serviços estão em funcionamento desde o mês de julho.

“Nesta sexta-feira, foram iniciadas as ações para reordenação da área do entorno da rodoviária de Manaus, com a instalação de tendas tipo overlays na segunda ilha, antes ocupada pelos migrantes. O objetivo da Operação Acolhida é trazer mais conforto e segurança para os migrantes, além dos serviços já ofertados dentro do Posto de Referência e Atendimento”, disse.

Albergamento

O coronel do Exército Marriton Dias, comandante da Base de Manaus da Operação Acolhida, explicou que a fase atual é de preparação do albergamento para receber os refugiados venezuelanos. O espaço vai funcionar como um local de pernoite.

“Ao virem para cá, eles recebem uma barraca-iglu ou uma barraca-família, dependendo da composição do grupo. A partir das 17h, a gente começa a entregar esse material e eles têm esse local, destinado ao pernoite. A partir das 5h, eles devem entregar esse material e partir para seu local de trabalho”, explicou. Dias explicou que o tempo de duração dessa rotina ainda é indefinido porque depende do fluxo migratório.

Segundo o coronel, atualmente as Forças Armadas dispõem de 250 barracas tipo iglu e 30 barracas com capacidade para até 4 pessoas. As “ilhas” estão recebendo serviços de terraplanagem, montagens dos overlays, piso e iluminação. O local também será cercado para oferecer mais segurança aos refugiados venezuelanos.

Operação Acolhida – Ao todo, cerca de 100 pessoas estão recebendo os serviços humanitários de órgãos locais e internacionais /  foto: Jander da Silva

Comentários