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Lázaro pode ter sido apenas um jagunço vida loka que ajudava a baixar o preço das terras espalhando medo

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300 homens envolvidos na morte de um serial killer que conseguiu se esconder por 20 dias. Agora na verdade ele não é um “assassino em série”, mas um cara que cometeu uma série de assassinatos e isso tem muita diferença. Já se sabe também que durante a sobrevivência, Lázaro comia, dormia e tomava banho nas casas. Praticava pequenos furtos, mas não havia nenhum caso de assassinato durante esse período. Quando Lázaro Barbosa apareceu nos noticiários policiais que tomaram conta do país disseram que era um perigoso bandido e que possuía pacto com o demônio para não ser encontrado.

Durante a fuga, chegou a ser cercado algumas vezes e trocou tiro com a polícia que inclusive, feriu policial. Lázaro cada dia que sobrevivia despertava mais a curiosidade de quem acompanhava a série de notícias e ao mesmo tempo, aumentavam-se os questionamentos sobre a eficiência da Polícia em uma situação adversa, tendo até mesmo policial sendo levado à hospital com cerca de 60 carrapatos pelo corpo, mostrando que o local não era para amadores.

Na manhã desta segunda-feira (28), a sua fuga chegou ao fim e como era de se esperar, não dispensaram o meliante. Lázaro morreu com mais de 38 tiros pelo corpo, incluindo corpo e cabeça. Típico crime com excesso de sentimentos.  A Polícia disse que ele não queria se entregar e que ele havia descarregado sua arma em direção aos policiais. Se ele descarregou a arma, então ficou sem munição? De toda forma, foi dito ainda que quem o matou foram tiros dados pelos Helicópteros e ficou por isso mesmo…Aliás, registre que a Polícia disparou 125 tiros em confronto que matou Lázaro.

Lázaro Barbosa já havia sido preso e escapado diversas vezes e demonstrou ter uma rede de apoiadores o que dificultava o trabalho da Polícia. Mas por quê? O que se sabe porém é que com a morte de Lázaro acabou o trabalho da Polícia Civil de Goiás, que, a partir de agora, centrará esforços para esclarecer de fato se o acusado de ter cometido múltiplos assassinatos recebeu ajuda para escapar ao cerco dos agentes de segurança por 20 dias.

“As investigações não acabam aqui. Ainda temos algumas pessoas para investigar e prender”, disse a jornalistas o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda. Segundo ele, a Polícia Civil já está investigando a suspeita de que Lázaro agia como matador de aluguel e contou com o auxílio de pessoas que não queriam que ele fosse preso.

O principal alvo da apuração da suposta ligação de Lázaro com matadores é, de acordo com Miranda, o dono de uma chácara onde o fugitivo chegou a se esconder e obter alimentos, Elmi Caetano Evangelista, preso na última quinta-feira (24).

“O empresário [chacareiro] que está preso é um dos líderes da organização”, disse o secretário, afastando a tese de que Lázaro atuava sozinho. “Mais para frente, quando a investigação estiver finalizada, colocaremos [todas as informações] para vocês. Mas já há uma linha de apuração. Uma das coisas [hipóteses] é de que ele [Lázaro] atuava como jagunço ou segurança para algumas pessoas”, afirmou o secretário estadual, declarando que a suposta “organização” pode estar envolvida com crimes como latrocínio e assassinatos nos quais Lázaro pode ter participação.

Segundo Miranda, Lázaro trocou de roupas várias vezes (“Uma prova de que ele tinha uma rede que o acobertava”) e, ao ser morto, estava com cerca de R$ 4,4 mil no bolso. O que, para o secretário, evidencia não só sua intenção de seguir fugindo, mas também que ele contava com o suporte de outras pessoas. O dinheiro é, certamente, um indicativo de que ele estava querendo sair do estado ou do país. E esta questão dele querer fugir, logicamente com o patrocínio [de terceiros], tinha gente interessada em que ele não fosse preso.

Lázaro procurou a ex-mulher dele, de 31 anos, para dar R$ 300 ao filho que os dois tiveram juntos, na noite do domingo, um dia antes de ser capturado e morto pela polícia. Segundo a ex-companheira de Barbosa, ele também usou o celular dela para falar com a atual companheira, que mora na Bahia.

“Ele simplesmente chegou aqui do lado de fora da minha casa. Os cachorros começaram a latir e ele bateu palma. Eu saí de dentro de casa depois de ouvir os latidos dos cachorros e vi ele (Lázaro). Ele falou: ‘Eu só vim aqui te dar R$ 300 para você comprar umas coisas para o neném e estou indo para Brasília'”, contou a mulher.

Segundo Luana, poucas horas depois Lázaro retornou à porta da casa dela e, dessa vez, ele pediu para usar o telefone da ex-companheira. “Depois ele voltou e eu passei meu celular para ele conversar com a mulher dele. Ele me entregou o celular sem a conversa dos dois. Aí a polícia chegou, já foi arrombando a porta de casa me acusando e acusando minha mãe de guardarmos Lázaro aqui dentro. Nisso ele fugiu para a mata”, relatou a ex-mulher do suspeito em entrevista dada ao portal “R7”.

Luana foi com os policiais até a mata onde Lázaro se escondeu e ficou no local acompanhando as buscas por cerca de quarto horas. Ela nega que teria ajudado Lázaro na fuga e disse que não via e nem conversava com o suspeito há quatro meses. “Foi constrangedor (acompanhar as buscas) porque eles estavam me acusando de algo que eu não estava cometendo”.

Na manhã desta segunda-feira (28), Luana e a mãe dela, que mora no mesmo terreno, estiveram na Delegacia da Polícia Civil de Águas Lindas de Goiás para prestar depoimento. A ex-mulher de Lázaro, no entanto, passou mal, e a oitiva não foi realizada. As duas parentes prestarão depoimento em outra data, que ainda não foi informada pela Polícia Civil.

Com Lázaro, a Polícia encontrou pouco mais de R$ 4 mil reais, além da arma que ele teria trocado tiros com os policiais.

Segundo a mulher, Lázaro e ela se relacionaram por cerca de dois anos. Eles tiveram um filho, que atualmente tem três anos de idade.

Lázaro era possivelmente um jagunço e não um maníaco psicopata que produzia assassinatos em série

Após a morte do Lázaro, mais do que comemorada pelos policiais, fazendeiros, além de moradores da região, a Polícia já está investigando a suspeita de que Lázaro agia como matador de aluguel e contou com o auxílio de pessoas que não queriam que ele fosse preso.

São três linhas, segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda: homicídios pagos com intuito de diminuir o preço dos imóveis da região – especulação imobiliária; Lázaro contratado como jagunço de fazendeiros e, em terceira hipótese, que o suspeito era segurança particular de chacareiros. O principal alvo da apuração da suposta ligação de Lázaro com matadores é, de acordo com Miranda, o dono de uma chácara onde o fugitivo chegou a se esconder e obter alimentos, Elmi Caetano Evangelista, preso na última quinta-feira (24).

“O empresário [chacareiro] que está preso é um dos líderes da organização”, disse o secretário, afastando a tese de que Lázaro atuava sozinho. “Mais para frente, quando a investigação estiver finalizada, colocaremos [todas as informações] para vocês. Mas já há uma linha de apuração. Uma das coisas [hipóteses] é de que ele [Lázaro] atuava como jagunço ou segurança para algumas pessoas”, afirmou o secretário estadual, declarando que a suposta “organização” pode estar envolvida com crimes como latrocínio e assassinatos nos quais Lázaro pode ter participação.

Mensagens sobre o assunto reforçam a por enquanto, teoria conspiratória, mas que deverá ficar por isso mesmo…

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