Lenda Urbana РO Diabo na Mansão do Forró

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Essa lenda urbana √© de 2007, mas at√© hoje h√° quem acredite, e como lenda √© lenda…. Segue o texto sobre a lenda urbana do diabo forrozeiro.

Forrozeiras, policiais e porteiros confirmam apari√ß√£o de L√ļcifer na Mans√£o mais topzeira da Manaus de Antigamente. At√© hoje, h√° quem diga conhecer algu√©m que esteve naquele dia na Mans√£o do Forr√≥ e testemunhou tal visita.

Fato √© que a¬† pol√™mica est√° formada e envolve forrozeiros, policiais, pastores, sacerdotes, porteiros e seguran√ßas das casas de forr√≥s, pagodes e outras baladas da cidade. Todos eles t√™m um ou outro relato da apari√ß√£o do Dem√īnio em v√°rias oportunidades e de diversas modalidades. Em comum o cheiro chofre de uma subst√Ęncia que lembra enxofre, mas se confunde com odor de maconha, catinga humana (o famoso cec√™) e perfume feminino de baixa qualidade.

O caso e o exemplo mais contundente √© da adolescente Mariana F. T., de 17 anos, moradora do Manoa, que costumava frequentar as baladas da Zona Norte, especialmente no ‘Corredor da Esfrega√ß√£o‘, ali na Estrada Torquato Tapaj√≥s. Ela est√° h√° uma semana em casa, com apar√™ncia de quem se dopou ou foi dopada para conter uma dor insuport√°vel. Mais parece um zumbi.

A apari√ß√£o f√≠sica do Dem√īnio √© um fen√īmeno raro, mas perfeitamente demonstr√°vel na literatura teol√≥gica desde a Idade M√©dia. Normalmente ele aparece no comportamento das pessoas que optam pelos descaminhos do Mal, da perversidade e da viol√™ncia.

Os pais de Mariana ‚Äď que s√£o evang√©licos ‚Äď fogem da imprensa como o Capeta da Cruz, tentam driblar o assunto e dizem apenas que a menina est√° passando por uma crise da idade e que andou consumindo algumas ervas medicinais trazidas de Santar√©m, do Par√°, de onde a fam√≠lia √© origin√°ria. Os vizinhos, por√©m, relatam dados mais curiosos e que o depoimento da garota n√£o deixa a menor d√ļvida.

Ela confessou alguns fatos para as amigas, segundo Maria Consuelo, que estudava na mesma escola que ela no ano passado ‚Äď ‚ÄúFoi h√° duas quando ela tomou um ‚ÄúCapeta‚ÄĚ, mais ou menos tr√™s copos, na entrada da Mans√£o do Forr√≥, dessas balada que agitam as noites de domingo‚ÄĚ, disse a amiga. E mais: ‚ÄúEla passou mal quando se abaixou para pegar a piranha que caiu do seu cabelo. Ela jura que viu que o homem tinha parte de baixo de um bode, com patas mesmo‚ÄĚ, declarou. Foi a√≠ que ela sentiu o ar diminuir e a cabe√ßa rodar um rapaz de olhos esverdeados, com mistura avermelhada de quem est√° chorando, a pegou nos bra√ßos sem nada dizer. O perfume era estranho e estava misturado com fedor de erva queimada. O olhar da figura era de quem estava apaixonado e como um passe de m√°gica ele desapareceu. Ela jura que era o Satan√°s. E a cada amiga ela conta um detalhe diferente.

O curioso da estória é que os pais da garota já mudaram de casa duas vezes e os pastores da Igreja Evangélica não saem da casa da moça, segundo uma de suas amigas que trabalha com a mãe dela na venda de cosméticos e perfume da linha Avon.

O pastor proibiu da fam√≠lia de falar na apari√ß√£o e prestar declara√ß√£o pois isso poderia alastrar uma onda de pavor e desespero na popula√ß√£o. Coincid√™ncia ou n√£o, ns madrugadas e alvorecer de cada dia, onde rola um forr√≥ ou um pagode, a presen√ßa dos pastores aumenta em n√ļmero e manifesta√ß√£o de prega√ß√£o da palavra. Eles oferecem copos de √°gua mineral e convidam os ‚Äú√≠mpios‚ÄĚ a se entregarem pra Jesus.

Um¬† PM que patrulhava a √°rea no carro da Pol√≠cia Comunit√°ria de nome Armando R., que mora no bairro e costuma trabalhar de seguran√ßa em seus dias de folga, disse que chegou a puxar arma h√° quest√£o de duas semanas e atirar pra cima com a gritaria de um grupo de meninas que juravam ter visto o Capeta, um rapaz que apareceu e desapareceu como por encanto e que fedia a incenso de m√° qualidade e a um perfume de camel√ī, as mesmas caracter√≠sticas das demais descri√ß√Ķes. Ele apenas sorri, segundo as v√≠timas como se estivesse feliz da vida, com as contas pagas, grana no bolso e a sensa√ß√£o do dever cumprido.

Os dirigentes da Mans√£o n√£o confirmam, nem desmente. ‚ÄúTudo isso √© uma grande arma√ß√£o da concorr√™ncia para tentar acabar com o sucesso de nossa casa. Todo fim de semana s√£o 20 mil pessoas que se divertem em nossas casas e em Casa do senhor n√£o existe Satan√°s‚ÄĚ, declarou o DJ Evandro Jr., dono do neg√≥cio.

Lenda Urbana - O Diabo na Mansão do Forró
Lenda Urbana РO Diabo na Mansão do Forró / Fotomontagem : No Amazonas é Assim

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