Home Notícias Internacional No Reino Unido, cientistas querem reinfectar pessoas com a covid-19 de propósito

No Reino Unido, cientistas querem reinfectar pessoas com a covid-19 de propósito

2 minutos lido
138

O Brasil vive momentos ainda de completa agonia em relação a covid-19, mas alguns países já avançam bastante em vacinação. De acordo com dados da Our World In Data, por exemplo, países como Estados Unidos e Reino Unido estão correndo na frente da vacinação, enquanto o Brasil vacinou apenas cerca de 5% de sua população. Para se ter ideia, até junho, a China pretende ter 40% de sua população vacinada.

A diferença da realidade já é sentida na vida cotidiana. Enquanto alguns lugares do mundo já começam a discutir a reabertura e a retomada da vida “normal”, o Brasil segue discutindo lockdown. A falta de vacina e a falta de coordenação política de como obte-las é um problema real. A ciência nacional agoniza na falta de investimento e algumas poucas instituições começam agora a testar suas próprias vacinas.

Tendo tudo isso em mente, a notícia de que pesquisadores britânicos estão interessados em reinfectar cidadãos britânicos propositalmente com a covid-19 é simplesmente insano. Mas é real. Para isso, os pesquisadores estão em busca de pessoas dispostas a se reinfectar de forma voluntária, o que inclui assumir o risco de morrer caso algo dê errado.

A intenção é toda em função da ciência. Os pesquisadores querem entender como funciona a imunidade natural das pessoas contra vírus. Por isso, para participar do projeto, os voluntários precisam ter tido a doença recentemente. Assim, serão expostos novamente ao vírus na expectativa de contraírem novamente a doença.

Desde o começo da pandemia, as questões acerca da reinfecção sempre foram muitas. A princípio, acreditava-se que os indivíduos infectados não teriam facilidade em se infectar novamente. Essa teoria caiu por terra rapidamente, quando, em questão de meses, os casos de reinfecção começaram a pipocar mundo afora.

Quais são as dúvidas?

Com isso, nasce uma nova dúvida: a reinfecção é necessariamente mais perigosa que a primeira infecção? Ou seja, o vírus se torna mais perigoso em uma segunda infecção? Essa é uma dúvida sobre a qual muitos cientistas tem se debruçado, mas cujo as informações continuam inconclusivas até o momento. Enquanto alguns casos foram realmente de reinfecções mais graves do que a infecção, muitas pessoas também tem a covid-19 assintomática num segundo contágio.

Esse estudo não é exatamente novo, em fevereiro os pesquisadores da Universidade de Oxford já haviam começado a infectar jovens saudáveis que não haviam tido a covid-19. Agora, com esses dados em mãos, os pesquisadores querem infectar jovens saudáveis que já tiveram a doença.

O cientistas defendem que esse tipo de estudo é completamente necessário, e diferente de outros exames observacionais, porque todo o período de contágio é documentado e acompanhado. “Os estudos de desafio nos dizem coisas que outros estudos não podem porque, ao contrário da infecção natural, eles são rigidamente controlados”, afirma Helen McShane, cientista-chefe do estudo.

No primeiro estágio da pesquisa, os cientistas querem descobrir qual a menor taxa necessária para infectar 50% dos voluntários, que terão idades entre 18 e 34 anos, a fim de que tenham poucos ou nenhum sintoma. Logo depois disso, os voluntários cumpririam um isolamento de 17 dias e, quem apresentasse sintoma, seria exposto a um tratamento desenvolvido pela Regeneron, baseado em anticorpos monoclonais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte: Site de Curiosidades

Comentários com Facebook
Receba nossas notícias no seu e-mail 📩:
Carregar Mais Matérias Relacionadas
Carregar Mais Por Alessandro Nuñes
Carregar Mais Em Internacional

Leia Também

Duas crianças abandonadas na fronteira dos EUA são encontradas por agentes

Agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos resgataram na terça-feira (14) uma men…