Presas ganham autógrafos de detentos da Lava Jato

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Duas mulheres exibiram itens autografados por presos da Opera√ß√£o Lava Jato, na porta da Superintend√™ncia da Pol√≠cia Federal (PF), em Curitiba. Segundo Carlene Bezerra Braga e Naiara Maria da Silva, elas foram detidas na quinta-feira (14), vendendo ingressos falsos para o show do m√ļsico David Gilmour, tamb√©m na capital paranaense, e levadas para a Pol√≠cia Federal.


Ao serem liberadas, elas exibiam uma carta assinada pelas doleiras Nelma Kodama e Iara Galdino, j√° condenadas em processos da Lava Jato. Al√©m disso, tamb√©m mostravam uma camiseta que dizem ter recebido do ex-deputado federal Pedro Corr√™a, tamb√©m detido na PF. “Eles deram chocolate para a gente. O Pedro Corr√™a deu sabonete. O Alberto Youssef cuidou de mim desde as 5h30, me dando comprimido, √°gua”, contou Carlene.

Carta assinada pelas doleiras Nelma Kodama e Iara Galdino,
Carta assinada pelas doleiras Nelma Kodama e Iara Galdino,

Ainda elas, a camiseta foi dada por Pedro Corr√™a porque elas estavam sentindo frio durante a noite. “Eu achei bem diferente [encontrar essas pessoas], eu nem acreditei, na verdade, que eu estava com pessoas t√£o poderosas. Eles s√£o famosos. Ent√£o, nem sei como eu me senti”, lembra Carlene.

Camisa autografada por presos da Lava Jato
Camisa autografada por presos da Lava Jato

Ainda segundo a mulher, a doleira Nelma Kodama lhe garantiu ajuda para deixar Curitiba e ir embora para S√£o Paulo. Elas tamb√©m afirmaram que os presos lhes deram conselhos. “Disseram para a gente ir com Deus, que nunca mais voltemos aqui”, disse Carlene.

As duas explicaram que tiveram contato com os presos da Lava Jato porque, na carceragem, as mulheres têm acesso livre aos corredores, enquanto os homens ficam presos nas celas.

A Polícia Federal foi procurada para comentar a situação e explicar por que presas mulheres têm contato com homens na carceragem da Superintendência. No entanto, a corporação informou que não vai se manifestar a respeito.

Fonte: G1

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