Polícia
Síndico, acusado de matar corretora em Caldas Novas, tem prisão convertida e vira réu
O caso que chocou o país e ganhou repercussão nacional teve um novo desdobramento na última quinta-feira (26/2). A Justiça de Goiás converteu a prisão do síndico Cléber Rosa de Oliveira de temporária para preventiva e recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra ele pela morte da corretora Daiane Alves de Souza.
A decisão foi tomada pela juíza Vanesca da Silva Baru, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, que também determinou a suspensão do segredo de Justiça após o recebimento formal da denúncia.
Com isso, o processo passa a ter detalhes oficialmente confirmados, e o réu responderá por homicídio qualificado.
Crime com três qualificadoras
Segundo o Ministério Público de Goiás, Cléber vai responder por homicídio com as seguintes qualificadoras:
- motivo torpe
- meio cruel
- emboscada
De acordo com a denúncia, o crime teria sido premeditado.
Relação profissional virou conflito
Daiane morava em Caldas Novas e administrava seis apartamentos da família no complexo Golden Termas Residence. Inicialmente, a gestão dos imóveis estava sob responsabilidade do síndico.
Em novembro de 2024, a família decidiu encerrar a relação comercial com Cléber. Daiane assumiu integralmente a administração dos apartamentos, incluindo contratos de locação e intermediação com hóspedes.
Conforme aponta o Ministério Público, essa mudança teria abalado a relação entre vítima e acusado.
Após perder a gestão dos imóveis, o síndico teria passado a criar obstáculos à atuação profissional de Daiane e também a interferir em sua vida pessoal. Registros policiais apontam denúncias de ameaça, perseguição, lesão corporal, violação de domicílio, constrangimento ilegal, difamação e injúria.
Um histórico de tensão que, segundo a acusação, culminou na tragédia.
Emboscada no subsolo
No dia 17 de dezembro, data do crime, o Ministério Público afirma que Cléber teria arquitetado uma emboscada.
Ele teria desligado a energia do apartamento da vítima para forçá-la a descer até a garagem do prédio, localizada no subsolo.
Daiane desceu ao local e, desconfiada, começou a gravar vídeos com o celular. Dois deles foram enviados em tempo real para uma amiga. Um terceiro vídeo, que registra o momento do ataque, foi posteriormente recuperado pela Polícia Civil.
As imagens passaram a integrar o conjunto de provas da investigação.
Prisão preventiva e avanço do processo
Com a conversão da prisão em preventiva, o acusado permanece detido enquanto o processo segue seu curso. A Justiça agora dará início à fase de instrução, com coleta de depoimentos, análise de provas e eventual julgamento.
O caso continua repercutindo em todo o país e levanta discussões sobre violência, perseguição e conflitos que ultrapassam o campo profissional.

Justiça aceita denúncia e torna réu síndico acusado de .Daiane Alves – Imagem: Divulgação









