Internacional
Trump diz que “grande onda” de ataques contra o Irã ainda está por vir e eleva tensão no Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (2) que a ofensiva militar contra o Irã ainda não atingiu seu ponto máximo. Segundo ele, a operação deve se intensificar nos próximos dias.
“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda não chegou”, declarou o presidente, sinalizando uma possível ampliação das ações militares americanas.
A fala ocorre após o que já é considerado o maior ataque da história contra o território iraniano.
Maior ofensiva já registrada
No sábado (28), forças dos Estados Unidos e de Israel deram início a uma operação conjunta contra o Irã. A ofensiva resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, marco que elevou o conflito a um novo patamar e ampliou o risco de desdobramentos regionais.
A morte da principal autoridade política e religiosa do país representa um ponto de inflexão na crise, com potencial de provocar reações internas e externas.
Cronograma e estratégia
Em entrevista, Trump afirmou que as forças americanas estão obtendo vantagem no confronto e projetou que a operação não deve ultrapassar quatro semanas.
“Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas, e estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma”, disse.

Trump diz que “grande onda” de ataques contra o Irã ainda está por vir e eleva tensão no Oriente Médio – Foto: Win McNamee/Getty Images
O presidente também declarou que líderes do regime iraniano estariam reunidos em um mesmo local que se tornou alvo da ofensiva, sugerindo que houve excesso de confiança por parte das autoridades iranianas.
Retaliação atinge países árabes
A escalada militar se espalhou pela região. Desde o início do confronto, ataques iranianos atingiram ao menos oito países: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã.
De acordo com informações oficiais, os bombardeios deixaram três mortos nos Emirados Árabes Unidos, uma vítima no Kuwait e outra no Bahrein. A ampliação do conflito para países árabes aumentou a preocupação internacional com a estabilidade do Oriente Médio.
Trump afirmou ter garantido a aliados árabes que os Estados Unidos resolveriam a situação. No entanto, reconheceu que alguns desses países passaram a reagir de forma mais ativa diante da escalada.
Cenário permanece volátil
A morte de Khamenei e a promessa de novos ataques indicam que o conflito pode entrar em uma fase ainda mais intensa. Especialistas em geopolítica avaliam que a expansão para múltiplos países eleva o risco de confrontos diretos e amplia impactos econômicos e diplomáticos.
Apesar do discurso firme do presidente, a Casa Branca não detalhou quais serão os próximos alvos nem a extensão exata da “grande onda” mencionada.
O cenário segue sob monitoramento internacional, com pressão diplomática para evitar que a crise evolua para uma guerra regional de maiores proporções.









