UEA será a primeira universidade do Norte do Brasil a realizar pesquisas em Ozonioterapia

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Laboratório de Pesquisa em Estomaterapia (LABEST), assinou, na manhã desta segunda-feira (10), o Termo de Cooperação Técnica com a Associação Brasileira em Ozonioterapia (ABOZ) com o objetivo de realizar pesquisas científicas e protocolos clínicos para avaliar a eficácia e segurança do oxigênio ozônio em pacientes com feridas crônicas.

A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.181/2018, de 20 de abril de 2018, estabeleceu a ozonioterapia como procedimento experimental e com isso, os tratamentos médicos baseados nessa abordagem devem ser realizados apenas no escopo de estudos, seguindo os critérios definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

O Conselho Federal de Medicina proíbe tratamentos com ozônioterapia, apenas pesquisas são liberadas no país. / Foto: Divulgação/Internet
O Conselho Federal de Medicina proíbe tratamentos com ozonioterapia, apenas pesquisas são liberadas no país. / Foto: Divulgação/Internet

De acordo com a coordenadora geral do LABEST, professora Eliana Marques Gomes da Silva, no Brasil ainda são poucos os estudos nessa área, o que torna a UEA a primeira universidade do Norte do país a realizar estudos científicos com tamanha magnitude. “Aqui no Brasil nós estamos na fase de legalização e algumas áreas ainda precisam de estudos científicos. Com a universidade fazendo estudos multicêntricos, realizando projetos de pesquisa, captando recursos e atendendo pacientes no período de execução da pesquisa vamos avaliar com uma amostra significante de pacientes, a efetividade da ozonioterapia”, salienta.

Segundo a professora, o Amazonas possui um grande número de pessoas em tratamento de úlceras diabéticas, úlceras venosas e lesões ocasionadas por acidente ofídico, sendo assim, com a realização dos estudos pela universidade a sociedade terá uma nova alternativa no tratamento dessas doenças, que na grande maioria são lesões complexas de difícil cicatrização.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, destacou a resolução do CFM que preconiza que a ozonioterapia seja utilizada para fins de pesquisa em ambiente acadêmico, sendo a universidade o lugar por excelência para a realização de pesquisa e para avaliação da eficácia do método. “É exatamente aqui na UEA que nós estaremos testando essa tecnologia e avaliando a eficácia desse recurso. A universidade se coloca nesse papel de desenvolver pesquisa e de melhorar a qualidade de vida da população”.

Enfatizando que a ozonioterapia é uma das 29 Práticas Integrativas e Complementares (PICS) reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o reitor declarou: “Nós iremos testá-la aqui a exaustão por meio de projetos de pesquisa que irão, a partir de agora, acontecer na Escola Superior de Ciências da Saúde. Em breve poderemos apresentar para a sociedade os resultados e quais os caminhos vamos ter no sentido de avançar como prática integrativa ao nosso ambiente de saúde”.

ABOZ destaca pioneirismo da UEA na validação científica da ozonioterapia
“Estamos dando, pela primeira vez, uma contribuição ao processo de amadurecimento da evolução científica da ozonioterapia em nosso país”, declarou o presidente da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ), Dr. Arnoldo Souza. Segundo ele, de forma pioneira a UEA se colocou como uma universidade aberta às iniciativas de natureza terapêutica para que, com a validação científica, a ozonioterapia ganhe espaço no cenário nacional.

O fundador da ABOZ no Brasil, Dr. Heinz Konrad, que há 43 anos introduziu o tratamento com oxigênio ozônio no país ressalta: “Finalmente o Brasil acordou para a ozonioterapia. Tem muita coisa para fazer e aprender em busca do melhor para o paciente. O ozônio tem um campo de aplicação imenso e esse acordo vai favorecer a pesquisa e o desenvolvimento de novos projetos na ozonioterapia em vários setores”.

Estavam presentes na assinatura do termo, o Diretor da FUEA Elias Moraes de Araújo, o Fundador da ABOZ no Brasil Dr. Heinz Konrad, o Reitor da UEA - Dr. Cleinaldo Costa e a Coordenadora Geral do LABEST professora Eliana Marques Gomes da Silva. / Foto: Joelma Sanmelo/ASCOM UEA
Esquerda para a direita: Diretor da FUEA Elias Moraes de Araújo; Fundador da ABOZ no Brasil Dr. Heinz Konrad; Reitor da UEA – Dr. Cleinaldo Costa; Coordenadora Geral do LABEST professora Eliana Marques Gomes da Silva. / Foto: Joelma Sanmelo/ASCOM UEA

Estiveram presentes na solenidade da assinatura do Termo representantes da Associação Brasileira de Estomaterapia Seccional Amazonas, Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas, Conselho Federal de Enfermagem, Hospital Fundação Adriano Jorge, além de diretores, coordenadores, professores e estudantes da UEA, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, entre outros profissionais.

Fonte: Assessoria de Comunicação – UEA

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