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Velórios com lançamento de buquê, barril de chope, dança e cremação com caixão cheio de milho viralizam na web

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Um velório com chope à vontade, em Londrina, no norte do Paraná, e uma cremação com o caixão cheio de milho de pipoca, em Curitiba, viralizaram na internet pelo jeito inusitado das despedidas.

Imagem : Divulgação

Na terça-feira (9/11) o animado, alto astral e amante do samba, Mansur Miguel Mitne, de 73 anos, foi carregado no caixão ao som de Gonzaguinha. Assim amigos e familiares cantavam e brindavam em homenagem ao médico falecido, no interior do Paraná.

Já em Curitiba, a família de Bertile Leal Ferreira, de 65 anos, chegou a jogar um buquê durante o velório, na última segunda-feira (8/11). A brincadeira com as flores e a pipoca foram pedidos pela aposentada, antes de morrer.

O objetivo dela era dar momentos de alegria, como fez durante a vida, àqueles que a amam tanto.

De acordo com os familiares, todos estão sentindo a dor da perda. Contudo, os pedidos atendidos se transformaram em homenagens e deixaram o momento da despedida mais leve.

Para a psicóloga Michele Monique Maba, que trabalha com luto em processos grupais e individuais, esse período pode ser enfrentado de diferentes formas.

Imagem: Divulgação

‘Verdadeira guerreira’

Bertile poderia ter vários motivos para demonstrar desanimo ou reclamar de algum tratamento médico invasivo, mas isso não acontecia. Segundo a família, ela fazia o contrário.

Mesmo depois de enfrentar três cânceres, apresentar problemas em quase todos os órgãos do corpo e passar grande parte do tempo no hospital, a aposentada demostrava força e tirava um sorriso de todos.

De acordo com a sobrinha, Bertile morreu por causa de um derrame cerebral. Mas antes de partir, ela fez três pedidos.

O primeiro foi que a família jogasse um buquê durante o velório, para brincar que quem pegasse as flores seria o próximo a morrer e a se encontrar com ela.

Já o segundo foi o de colocar milho junto com o corpo ela, para que no momento da cremação estourassem pipocas.

Depois de atenderem esses pedidos, a sobrinha Ariadne contou o que fez em uma publicação na rede social. O vídeo viralizou e está com mais de 5,1 milhões de visualizações.

Conforme a família, o último pedido de Beti, como era conhecida, ainda será realizado. Eles jogarão as cinzas dela do alto de uma montanha e na praia.

“Uma verdadeira guerreira, pelo fato de nunca ter reclamado. Às vezes a gente reclama mais da vida do quem realmente sofre. A gente aprendeu muito com ela a dar valor às pequenas coisas”, disse a sobrinha.

‘Uma pessoa muito feliz’

Quem conheceu o doutor Mansur sabe o quanto ele gostava de uma boa festa. Sempre de bem com a vida, o médico não queria choro no dia do velório.

Por isso, os filhos Valéria e Gustavo Rezende Mitne decidiram fazer uma festa em homenagem ao pai para o momento da despedida, realizando o pedido do médico.

Junto de amigos e familiares, beberam mais de 1 mil litros de chope e espumantes para comemorar a vida de quem se foi.

Mansur faleceu após ter complicações por causa de uma leucemia, que descobriu em setembro de 2021.

Segundo os filhos, até nos últimos momentos, antes de ser intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele estava cuidando dos dois e preocupado com a tristeza deles.

Durante o velório, alguns amigos publicaram vídeos da homenagem prestada. As imagens começaram a ser compartilhadas na internet e o caso ganhou destaque nas redes.

Conforme Gustavo, eles não esperavam tantos desdobramentos com o velório, pois o da mãe deles, em 2019, tinha sido parecido e não houve essa repercussão.

A dor do luto

De acordo com a psicóloga Michele, a forma de lidar com o luto pode mudar muito dependendo da cultura das pessoas.

A religião também é um dos fatores que podem influenciar nesse período.

Dependendo no que a família acredita, a forma de ter esperança no pós-morte pode ajudar a encarar o processo de perda com mais facilidade, segundo Michele.

Independentemente de como o momento de luto é enfrentado, respeitar o modo de cada um é essencial nesse momento tão delicado. Veja no vídeo abaixo.

A especialista ainda recomenda quem está nesse processo busque ajuda profissional, principalmente, por meio de grupos de luto, pois é um lugar que existe uma troca de experiência enriquecedora e que pode ajudar a entender melhor o que pode ser feito depois de perder alguém.

Confira os vídeos dos velórios que bombaram na internet:

 

@ariadnecristine

Apesar de tantas dificuldades, nunca perdeu o bom humor, até na sua passagem queria risadas. Nós te amamos além dessa vida ❤️ #fy #humor #flores

♬ Oh No – Kreepa

 

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