Um dos três suspeitos presos no fim de semana pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas é investigado por ter retirado a câmera utilizada pela jovem momentos após a queda fatal durante um salto de rope jump, em Limeira, interior de São Paulo.
De acordo com informações da Polícia Civil e do Ministério Público, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, estava na base da ponte quando o acidente aconteceu. Conforme o pedido de prisão encaminhado à Justiça, ele teria se aproximado do corpo da vítima logo após a queda e retirado a câmera que Maria Eduarda carregava durante a atividade.
O equipamento ainda não foi encontrado e é considerado uma das principais peças da investigação, já que pode conter imagens capazes de esclarecer o que ocorreu nos segundos que antecederam a tragédia.
Além de João Antônio, também foram presos temporariamente Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins. Segundo as investigações, Evelyne seria responsável pela organização do grupo envolvido no evento e é suspeita de ter apagado a conta oficial do grupo nas redes sociais após a morte da jovem.
Já Gabriel é apontado como integrante da equipe responsável pela atividade e teria deixado o local sem prestar esclarecimentos às autoridades após o acidente.
Enquanto isso, os dois instrutores que participaram diretamente do salto permanecem presos e foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Eles aparecem em vídeos registrados no momento da atividade lançando Maria Eduarda da ponte sem que ela estivesse conectada a qualquer corda de segurança.
A Polícia Civil informou que o primeiro inquérito sobre a morte da jovem já foi concluído. Paralelamente, uma segunda investigação segue em andamento para apurar a possível participação dos três suspeitos presos posteriormente e esclarecer eventuais tentativas de ocultação de provas.
As defesas dos envolvidos negam qualquer participação direta na morte de Maria Eduarda e contestam as acusações apresentadas pela investigação.














