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ALERTA: Câmaras frigoríficas voltam para hospitais em Manaus

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O Amazonas voltou a bater recorde de internações devido ao novo coronavírus, com 26 óbitos, elevando para 5,2 mil o total de mortes, conforme dados da Fundação de Vigilância da Saúde do Amazonas (FVS-AM). Com o colapso na saúde do Amazonas por conta da Covid-19, o Estado voltou a montar tendas em hospitais e não descarta a possibilidade de utilizar novamente as câmaras frigoríficas.

Na manhã de ontem (29), as tendas externas para triagem de pacientes voltaram a ser montadas no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto e Hospital e Pronto Socorro Dr Platão Araújo. A medida foi utilizada pelo Governo entre maio e abril, quando a cidade enfrentava o pico da pandemia.

Além disso, com o aumento de casos, as câmaras frigoríficas podem voltar a ser utilizadas como ‘necrotério provisório’ de óbitos. O Hospital Delphina Aziz, em abril deste ano, chegou a receber a instalação de caminhões para o manuseio de corpos mortos por coronavírus no estado. A medida foi cogitada por técnicos da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES-AM) na manhã da última segunda-feira (28), durante uma reunião interna, conforme informações repassadas para a Revista Cenarium.

O alto número de casos da Covid-19 no Amazonas se dá por conta das aglomerações registradas entre novembro e dezembro com a campanha eleitoral, movimentação do comércio, eventos e festas clandestinas, conforme explica o infectologista da Fiocruz Amazonas Jesem Orellana.

“Esse aumento que tivemos de infecções e casos graves com o final de dezembro tem uma relação com a agitação do comércio, festas clandestinas, eventos sociais e o período de compras do natal. Precisamos lembrar que, na verdade, esse período veio ‘alimentado’ pelo mês de novembro, tivemos as eleições, em que pessoas estavam circulando e contribuindo para o aumento das taxas na pandemia”, explicou.

Segundo a SES-AM, foram 95 hospitalizações registradas na última segunda-feira (28), maior número de internações desde maio, com 82 hospitalizações. Atualmente, o hospital de referência Delphina Aziz, opera com mais de 92% dos leitos de UTI destinados à Covid-19 ocupados.

No Hospital 28 de Agosto, duas tendas foram instaladas para realizar a triagem de pacientes – com ou sem Covid-19. Já no No Hospital Platão Araújo, as mesmas medidas foram adotadas, procurando evitar aglomerações dentro da unidade hospitalar. Pacientes de outras doenças que estavam internados nesses hospitais foram realocados para o Hospital e Fundação Adriano Jorge, Hospital Universitário Getúlio Vargas.

 

Fonte: EM TEMPO

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