Moro condena Cunha à 15 anos de prisão

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O juiz federal Sergio Moro, respons√°vel pelas a√ß√Ķes da Opera√ß√£o Lava Jato na primeira inst√Ęncia, em Curitiba, condenou nesta quinta-feira o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a quinze e quatro meses de pris√£o pelos crimes de corrup√ß√£o, lavagem de dinheiro e evas√£o fraudulenta de divisas. O processo se refere ao pagamento de propina milion√°ria que envolveu a compra do campo petrol√≠fero de Benin, na √Āfrica, pela Petrobras, em 2011.

Eduardo Cunha condenado à 15 anos de prisão - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Eduardo Cunha condenado à 15 anos de prisão РFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O caso est√° nas m√£os de Moro desde setembro de 2016, quando o ministro falecido do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki encaminhou o processo √† Justi√ßa de primeiro grau ap√≥s Cunha ter o mandato cassado no plen√°rio da C√Ęmara dos Deputados. No m√™s seguinte, o juiz titular da 13¬™ Vara Federal do Paran√° determinou a sua pris√£o preventiva ‚ÄĒ desde ent√£o, ele est√° preso em Curitiba.

Cunha √© acusado de ser o benefici√°rio de 1,5 milh√£o de d√≥lares por participa√ß√£o no esquema. De acordo com a den√ļncia da procuradoria, esse montante foi ‚Äúocultado‚ÄĚ em repasses a contas no exterior em nome de offshores ou trusts que abasteciam os cart√Ķes de cr√©dito internacionais usados pelo parlamentar e por seus familiares.

Segundo a investiga√ß√£o, a Petrobras pagou 34,5 milh√Ķes de d√≥lares por 50% do bloco de explora√ß√£o √† Compagnie B√©ninoise des Hydrocarbures (CBH), que repassou 10 milh√Ķes de d√≥lares a empresas do lobista Jo√£o Augusto Henriques. Apontado como operador do PMDB na Petrobras, tamb√©m preso e r√©u na Lava Jato, Henriques teria sido o respons√°vel por repassar a propina milion√°ria a Cunha.

Cunha sempre negou as acusa√ß√Ķes. Em interrogat√≥rio a Moro, ele explicou que o patrim√īnio que mantinha fora do pa√≠s come√ßou a ser constru√≠do no final dos anos 1980, quando, segundo ele, atuava no com√©rcio internacional. ‚ÄúOs saldos foram crescendo √† medida que eu fui tendo resultados no com√©rcio exterior, eu fazia muita venda de produtos‚ÄĚ, disse o ex-deputado.

Ele tamb√©m manteve a vers√£o que defendeu durante seu processo de cassa√ß√£o na C√Ęmara sobre os trusts que mantinha no exterior: ‚Äúo patrim√īnio n√£o me pertencia mais a partir do momento da contrata√ß√£o [do trust]‚ÄĚ. Indagado sobre por que n√£o gastou o dinheiro dos trusts no Brasil, Cunha explicou que as contas no exterior funcionavam mais como uma ‚Äúcaderneta de poupan√ßas‚ÄĚ e que s√≥ as usou para fazer compras em viagens no exterior.

Fonte: Veja

 

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