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Manaus

Sobrevivente de chacina em Manaus deixa UTI e segue internada em enfermaria

Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, uma das vítimas do ataque que deixou três pessoas mortas em Manaus, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela estava internada desde segunda-feira (17), quando foi atingida durante a chacina ocorrida no bairro São Jorge, na Zona Centro-Sul da capital.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Dilma foi transferida para a enfermaria de uma unidade de saúde da capital. Ela continua sob acompanhamento de uma equipe multiprofissional da rede estadual.

A mulher foi a quarta pessoa atingida durante o ataque e ficou gravemente ferida. Ela morava no térreo da residência onde ocorreu o crime.

Após a saída da UTI, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que Dilma deverá ser ouvida pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assim que estiver em condições de prestar depoimento. O relato da sobrevivente pode ajudar a esclarecer as circunstâncias do ataque.

Como aconteceu a chacina

O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (17), em uma residência no bairro São Geraldo.

Segundo as investigações, Ezenilson Silva de Sousa chegou ao imóvel por volta das 5h30, estacionou uma motocicleta em frente à casa e entrou no local após pular o muro.

A polícia afirma que o objetivo do suspeito era pedir dinheiro a uma das vítimas para quitar uma dívida de R$ 19 mil com agiotas.

Ezenilson permaneceu na residência por cerca de duas horas e deixou o local por volta das 7h. Nesse intervalo, três pessoas foram mortas e Dilma ficou ferida.

As vítimas fatais foram Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos; Isabella Coelho Morais, de 29; e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65.

Dilma foi socorrida e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, onde permaneceu internada.

O principal suspeito, Ezenilson Silva de Sousa, foi preso ainda na segunda-feira.

Polícia investiga motivação financeira

A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma questão financeira.

De acordo com a polícia, Ezenilson foi até a residência para pedir dinheiro a Francisco das Chagas, que era pastor e ex-sogro do suspeito.

Ainda segundo as investigações, Ezenilson teria contraído uma dívida com agiotas e procurado Francisco para conseguir dinheiro. Após a recusa da vítima em entregar mais recursos, os dois teriam discutido.

O delegado responsável pelo caso afirmou que o suspeito teria perdido o controle durante o desentendimento e matado Francisco dentro do quarto.

As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica do crime e a participação das vítimas na ocorrência.

cjacoma
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