A empresa Innova recebeu uma nova multa da Prefeitura de Manaus nesta sexta-feira (17) em razão do vazamento de monômero de estireno registrado no Distrito Industrial. A penalidade, superior a R$ 5,3 milhões, foi aplicada após a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) identificar, por meio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em um dos tanques de armazenamento e confirmar a continuidade do vazamento.
Com a nova autuação, o valor total das multas aplicadas à empresa chega a R$ 9.901.600, referentes a danos ambientais provocados pelo incidente.

Nova autuação
A segunda multa corresponde a 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpos hídricos.
Na quinta-feira (16), a empresa já havia sido penalizada em 30 mil UFMs, o equivalente a R$ 4.554.300, por poluição atmosférica causada pela emissão dos gases.
Segundo a prefeitura, os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável pelo financiamento de ações ambientais no município.
Monitoramento com drones
A Semmas informou que o acompanhamento da ocorrência continua sendo realizado por equipes de fiscalização com o auxílio de dois drones de alta precisão equipados com câmeras térmicas, além de técnicos especializados, incluindo profissionais da área de química.
O objetivo é monitorar a estabilidade do tanque, verificar possíveis novos vazamentos e avaliar os impactos ambientais causados pelo incidente.
Vazamento segue controlado
O vazamento teve início na tarde de quarta-feira (15), quando um dos tanques de armazenamento apresentou elevação anormal da temperatura do monômero de estireno, composto utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor).
Mais de 48 horas após o início da ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) permanecem realizando o resfriamento do reservatório para evitar novos riscos.
De acordo com os bombeiros, ainda há liberação de vapores, porém em intensidade bem menor do que a registrada nas primeiras horas do incidente. Cerca de 80% do material liberado atualmente é composto por partículas de água, enquanto a concentração de estireno é significativamente inferior à observada no início do vazamento.
Atendimentos na rede de saúde
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), 211 pessoas procuraram atendimento na rede estadual até as 15h30 desta sexta-feira.
Os principais sintomas relatados foram:
Falta de ar;
Náusea;
Dor de cabeça;
Tontura;
Desmaios.
A SES-AM informou que apenas um paciente permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando evolução clínica e baixo risco de morte.
A secretaria também confirmou o óbito de um homem de 67 anos que procurou atendimento após relatar mal-estar. No entanto, segundo a pasta, o paciente possuía doença respiratória crônica e, até o momento, não foi comprovada relação direta entre a morte e a exposição ao gás.
O que causou o incidente
Segundo a Innova, o vazamento ocorreu após um aumento anormal da temperatura em um dos três tanques de monômero de estireno existentes na unidade industrial.
A empresa informou que, diante da elevação da temperatura, os dispositivos de segurança do equipamento foram acionados automaticamente, provocando a liberação controlada de vapores do produto químico.




















