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Ucrânia aceita negociar com russos

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Quase na mesma hora do anúncio de Putin, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que está disposto a enviar uma delegação ucraniana para conversar com uma delegação diplomática da Rússia na fronteira entre Ucrânia e Belarus.

“Concordamos que a delegação ucraniana se reuniria com a delegação russa sem pré-condições [estabelecidas] na fronteira ucraniana-bielorrussa, perto do rio Pripyat”, afirma um comunicado de Zelensky emitido poucas horas depois de o presidente ucraniano conversar com o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, por telefone.

“Alexander Lukashenko assumiu a responsabilidade de garantir que todos os aviões, helicópteros e mísseis posicionados em território bielorrusso permaneçam no solo durante a viagem, as conversas e o retorno da delegação ucraniana.”

Zelensky havia dito anteriormente que não se encontraria com uma delegação russa em território bielorrusso porque a invasão da Rússia foi lançada em parte via Belarus.

Nem a Rússia nem Belarus emitiram declarações sobre possíveis negociações.

Horas após o anúncio das conversas, mísseis Iskander foram lançados de Belarus em direção à Ucrânia, segundo um assessor do ministro do Interior da Ucrânia.

Anton Herashchenko postou um vídeo dos mísseis no Facebook.

“Iskanders foram lançados contra a Ucrânia nas proximidades de Mozyr”, escreveu ele. “Isso significa que eles causaram morte em algum lugar… Então esse é o tipo de cessar-fogo que temos?”

A Ucrânia também comentou o anúncio de Putin sobre as forças nucleares russas colocadas em alerta máximo.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que se a Rússia usar armas nucleares contra a Ucrânia, isso será uma “catástrofe para o mundo”.

“Mas isso não vai nos derrubar”, afirmou.

Em entrevista coletiva, Kuleba disse: “Esta ordem do presidente Putin veio logo após o anúncio sobre as duas delegações prontas para se encontrar [para conversas]. Vemos este anúncio ou esta ordem como uma tentativa de aumentar as apostas e colocar pressão adicional sobre a delegação ucraniana.”

“Mas não vamos ceder a essa pressão. Abordaremos essas negociações de forma muito simples. Vamos lá para ouvir o que a Rússia tem a dizer e diremos a eles o que pensamos sobre tudo isso”.

Ele acrescentou: “A Ucrânia não está capitulando. Estamos sangrando, mas continuamos nos defendendo com sucesso”.

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