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Jovem internada em estado grave após cheirar pimenta surpreende com evolução
A jovem que foi internada em estado grave após cheirar pimenta, Thais Medeiros de Oliveira, de 25 anos, está surpreendendo a todos com a evolução positiva que ela vem apresentando. Segundo a mãe dela, a jovem não apresenta quadro de infecção e em breve deve ser transferida do hospital para um centro de reabilitação.
A mãe de Thais disse que essas evoluções aconteceram nesta segunda-feira (3/4), durante sessões de fisioterapia. Apesar disso, Adriana falou que está ciente de que ainda há uma “longa caminhada” durante a recuperação da jovem. Ela postou uma foto da filha que já consegue se sentar durante a fisioterapia, que faz quatro vezes ao dia. Adriana Medeiros contou ainda que a filha conseguiu ingerir o primeiro alimento desde que passou a se alimentar com sonda: ela tomou um iogurte.
“A Thais já consegue manter a coluna firme enquanto está sentada. Hoje deixamos ela assim por um tempo e assim vamos evoluindo cada dia mais, até nossa menina estar 100%. É uma longa caminhada, mas estamos dispostos para cada passo com ela”, escreveu a mãe.
No sábado (1º), Adriana publicou um vídeo onde contou sobre o estado de saúde da filha e as expectativas para a recuperação dela. Na ocasião, ela disse que a filha deve ser encaminhada para o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. Segundo ela, a filha está sem infecções, mas está recebendo novas medicações.

Jovem internada em estado grave após cheirar pimenta surpreende com evolução – Imagem: Divulgação
O que causou a reação em Thais?
Os médicos acreditam que a jovem sofreu uma crise de grave de asma ao cheirar a pimenta e, por conta da baixa circulação de oxigênio no cérebro, teve danos neurológicos. O condimento teria sido o gatilho.
“Em relação à questão do prognóstico neurológico dela, a gente espera uma lesão neurológica grave. (…) O cérebro ainda pode ter alguma recuperação, mas a gente acredita que voltar às atividades habituais dela, as atividades normais, isso, infelizmente, não”, explicou o médico da UTI, Rubens Dias.
A mãe da jovem havia dito que a filha sofria com bronquite desde que ficou grávida. “A Thais contraiu asma e bronquite no final da gravidez dela, desde então, eu venho lutando com ela. Ela tem alergia a muita coisa, só que a gente ainda não sabia. A gente ia começar um tratamento com ela no Hospital das Clínicas em Goiânia, mas, por motivo financeiro, não conseguimos continuar. Ela disse: – não, mãe, depois a gente faz”, contou Adriana.
Segundo Adriana, por conta das crises frequentes, a filha já tinha ficado internada cinco dias com uma bactéria no pulmão. Ela se recuperou, mas era comum ter sintomas como falta de ar, tosse e corpo empolado. Apesar disso, ninguém sabia que ela poderia ter alguma reação à pimenta.
‘Pimenta bode’
O namorado de Thaís contou que ela cheirou de longe a conhecida “pimenta bode”. Ela não tinha histórico anterior de reação alérgica a qualquer tipo de alimento ou tempero, mas há sete anos teve o diagnóstico de asma. Ela enfrentava crises com frequência.
A “pimenta bode” é muito usada na culinária do Centro-Oeste, principalmente em pratos típicos goianos.
Conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ela tem ardência considerável e estima um patamar entre 120 mil e 190 mil na escala Scoville (que varia de 2 mil a 2 milhões).








