Polícia
Estudante grava partes íntimas de paciente em exame ginecológico e recebe apenas cinco dias de suspensão. Veja o vídeo!
Uma situação revoltante e extremamente delicada ganhou repercussão nacional nesta semana após o vazamento de um vídeo em que uma estudante de medicina filma, de forma ilegal e antiética, o exame ginecológico de uma paciente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Anápolis, localizada no centro do estado de Goiás.
O episódio ocorreu ainda em janeiro de 2025, mas veio a público apenas agora, em abril, após as imagens circularem nas redes sociais. A estudante, que cursava o primeiro período do curso de Medicina na UniEvangélica, gravou o momento em que uma paciente estava sendo examinada e expôs suas partes íntimas. O mais grave: o vídeo foi publicado nos perfis pessoais da estudante nas redes sociais.
A filmagem mostra claramente a paciente deitada em uma maca, com as partes íntimas expostas, enquanto a estudante manipula o material utilizado para o exame. A identidade da vítima, até o momento, não foi divulgada. Também não há confirmação de que a paciente autorizou qualquer tipo de registro da consulta — o que, pelas imagens, parece altamente improvável.
A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis confirmou que o caso aconteceu dentro de uma unidade pública da rede, e que, ao tomar conhecimento do vídeo, agiu prontamente. A universidade foi notificada e solicitada a tomar as medidas cabíveis. Como consequência, a estudante foi suspensa por cinco dias e transferida para outra instituição de ensino no estado do Tocantins.
Segundo nota oficial da UniEvangélica, a instituição “tomou ciência do ocorrido em janeiro de 2025 e aplicou todas as medidas disciplinares pertinentes ao caso.” A nota não especifica quais foram essas medidas, além da suspensão temporária e transferência da estudante, gerando críticas de parte da sociedade civil e de profissionais da área médica, que consideram a punição branda diante da gravidade dos fatos.
Após a repercussão, os perfis da estudante nas redes sociais foram desativados. Ainda assim, o vídeo já havia se espalhado pela internet, causando indignação entre internautas, profissionais da saúde e entidades ligadas à defesa dos direitos humanos e da privacidade dos pacientes.
O Conselho Regional de Medicina e entidades estudantis também foram acionados para acompanhar o caso. Juristas e especialistas em ética médica apontam que, mesmo sendo aluna do primeiro período, a estudante já estava vinculada ao sistema de saúde e, portanto, sob responsabilidade de cumprir os protocolos de sigilo e respeito ao paciente, algo que foi completamente ignorado.
A publicação do vídeo fere diretamente os princípios do Código de Ética Médica, especialmente no que diz respeito à confidencialidade, privacidade e dignidade da pessoa atendida. A exposição da paciente sem consentimento pode configurar crime, além de violação grave às normas acadêmicas e profissionais.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis também foi acionada para investigar o caso, já que há suspeitas de que a paciente possa ser menor de idade — um detalhe ainda não confirmado oficialmente.

Estudante grava partes íntimas de paciente em exame ginecológico e recebe apenas cinco dias de suspensão. Veja o vídeo!








