Polícia
Operação conjunta combate exploração ilegal de animais silvestres na comunidade do Janauari, em Iranduba
Nesta sexta-feira (9), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), deflagrou a Operação Anhangá.
Uma grande operação envolvendo as principais forças estaduais atuaram na comunidade do Janauari, no município de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus. A ação desarticulou uma associação criminosa envolvida na exploração de animais silvestres e maus-tratos, e resgatou sete animais que eram usados para atrair turistas.
O foco também era desarticular praticas de crimes ambientais relacionados à fauna amazônica, especialmente o uso ilegal de animais silvestres em atividades turísticas e postagens em redes sociais.
A operação, que pegou moradores e turistas de surpresa, visa coibir práticas irregulares como a exibição de animais mantidos ilegalmente em cativeiro para fins de fotografia com visitantes — uma realidade que vem sendo denunciada com frequência por ambientalistas e influenciadores digitais de fora do Amazonas, impactados pelas condições em que os animais são mantidos.
De acordo com os primeiros relatos, a fiscalização mirou estabelecimentos e pontos turísticos que utilizam animais silvestres como atrativos para venda de pacotes turísticos. Embora ainda não haja informações sobre o número de autos de infração emitidos ou os órgãos específicos envolvidos na ação, o movimento foi celebrado por empreendedores locais que atuam dentro da legalidade.
“Essas práticas vão na contramão do turismo sustentável que buscamos promover na Amazônia. Turismo com animais amarrados ou aprisionados não representa o que somos. É preciso dizer não a isso”, afirmou um guia turístico atuante na região, que preferiu não se identificar.
Nos grupos de WhatsApp de profissionais legalizados do setor, a operação foi recebida com entusiasmo. “Parabéns aos órgãos envolvidos. Essas fiscalizações mostram que estamos no caminho certo. Queremos um turismo responsável, seguro e que respeite a natureza e os animais. Que venham mais operações como essa no Janauari”, escreveu um dos participantes.
As denúncias sobre a exploração ilegal de animais no Lago Janauari, um dos principais pontos turísticos de Iranduba, têm sido constantes. Segundo ambientalistas, os animais são retirados de seus habitats naturais e submetidos a maus-tratos para que fiquem “manejáveis” ao contato com os turistas — uma prática que configura crime ambiental.
A legislação brasileira prevê detenção de seis meses a um ano para quem mantém animais silvestres ilegalmente, além de multas que variam de R$ 500 a R$ 5 mil por animal, podendo ser ainda maiores se a espécie estiver ameaçada de extinção.
A expectativa agora é de que os resultados da operação sejam divulgados nos próximos dias, com o detalhamento das infrações constatadas e possíveis responsabilizações. Enquanto isso, agentes do setor turístico e ambiental reforçam a orientação: turistas devem evitar atrações que envolvam animais silvestres em condições suspeitas e denunciar qualquer atividade irregular.

Operação conjunta combate exploração ilegal de animais silvestres na comunidade do Janauari, em Iranduba

Operação conjunta combate exploração ilegal de animais silvestres na comunidade do Janauari, em Iranduba

Operação conjunta combate exploração ilegal de animais silvestres na comunidade do Janauari, em Iranduba








