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Paulo Onça morre por complicações após ser brutalmente agredido em Manaus
Após ficar mais de cinco meses internado, por conta de complicações de agressões que sofreu após um acidente de trânsito em Manaus, o sambista Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, de 63 anos, não resistiu e morreu nesta segunda-feira (26/5) na capital amazonense.
Paulo Onça foi brutalmente agredido, após a colisão do veículo que ele estava conduzindo contra o veículo do comerciante Adeilson Duque Fonseca em um cruzamento na Rua Major Gabriel, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. A batida e as agressões foram registradas por câmeras de segurança, que mostram que a colisão aconteceu pouco depois da meia-noite, e que o carro do compositor cruzou o sinal vermelho colidindo contra o outro veículo.
Na ocasião, Adeilson desceu do veículo que estava e correu até o carro de Paulo Onça, onde desferiu socos no vidro fechado, abriu a porta e começou a agrediu o sambista. A esposa de Adeilson ainda tentou conter as agressões do marido contra o sambista, mas não obteve sucesso. As imagens mostram o momento que Adeilson desferindo socos e chutes no compositor, que caiu no chão inconsciente.
Paulo Onça foi internado em estado grave e precisou ser submetido a uma cirurgia. E desde dezembro do ano passado o cantor lutava pela vida. O falecimento de Paulo Onça foi confirmado pela família na tarde desta segunda-feira.
Que era Paulo Onça ?
Paulo Onça, nascido em Manaus, começou a trajetória musical aos 16 anos e, em 1990, se destacou na Escola de Samba Vitória Régia com o samba “Nem Verde e Nem Rosa”, que consagrou a escola campeã e se tornou um verdadeiro hino do carnaval local.
Em 1998, fez história no Rio de Janeiro, quando conquistou o 7º lugar no Carnaval carioca com a parceria de Quinho e Mestre Louro, em um samba enredo sobre Parintins para o Salgueiro.
Em 2017, Paulo Onça assinou, junto aos compositores Kaká, Alan Vasconcelos, Dinho Artigliri, Rubem Gordinho e Marco Moreno, o samba enredo da Grande Rio em homenagem à cantora Ivete Sangalo, consolidando sua posição como um competidor frequente no concurso da escola de Caxias.
As músicas de Paulo Onça já foram interpretadas por grandes nomes como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e o grupo Exaltasamba, tornando-se verdadeiros clássicos do samba.








