Após “Tarifaço de Trump”, preço do Café dispara nos Estados Unidos e caem no Brasil! - No Amazonas é Assim
Se Conecte Conosco
Manaus, AM, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Internacional

Após “Tarifaço de Trump”, preço do Café dispara nos Estados Unidos e caem no Brasil!

Publicado há

em

Após "Tarifaço de Trump", preço do Café dispara nos Estados Unidos e caem no Brasil!

O levantamento mostrou que, em agosto, o café ficou 2,17% mais barato em relação a julho. Foi o segundo mês seguido de queda, depois de um ano e meio de altas, resultado do pico da colheita. Só que como diz o ditado “alegria de pobre dura pouco”.

Os preços devem voltar a subir já nas próximas semanas entre 10% e 15%, estima o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio, com base em informações de duas grandes empresas do setor.

Só que ao mesmo tempo, está em vigor o Tarifaço do Trump que trouxe como efeito imediato os altos preços nos Estados Unidos.

Por lá, os preços do café no varejo dos Estados Unidos registraram a maior alta anual do século após o presidente Donald Trump impor tarifas sobre importações do Brasil, o maior produtor mundial, potencializando os efeitos de uma escassez global de oferta.

A inflação do café nos EUA subiu 3,6% em agosto, ou 21% na comparação com o ano passado, a maior taxa desde 1997, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira (11) pelo Bureau of Labor Statistics. O café moído atingiu um recorde de US$ 8,87 por libra (cerca de R$ 105 o quilo) em supermercados. Os mercados globais de café dispararam no último ano após colheitas fracas em grandes países exportadores.

Nos EUA, cujos torrefadores dependem de importações para quase todo o fornecimento, os custos aumentaram ainda mais desde que o presidente Donald Trump declarou, em julho, uma tarifa de 50% sobre o Brasil. O país é o maior produtor mundial de café arábica de qualidade e historicamente fornecia cerca de 30% dos grãos consumidos nos EUA.

As remessas de café do Brasil para os EUA caíram pela metade no acumulado do ano, segundo a Vizion, serviço de dados de transporte. A queda se acelerou em agosto, quando as exportações brasileiras despencaram mais de 75% em relação a agosto de 2024. Importações de outros grandes produtores, como Vietnã e Colômbia, não conseguiram suprir a demanda, mostram os dados da Vizion.

Advertisement

No Brasil, o café moído registrou deflação de -2,17% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta semana. A baixa dos preços em agosto foi a segunda consecutiva e a maior desde maio de 2018 (-2,28%). Em 12 meses, o café ainda acumula alta de 60,85%. O estoque excedente tem ajudado a amenizar o impacto nos EUA.

“Mas, em algum momento, se os americanos continuarem consumindo café no ritmo usual, esses estoques também têm limites”, disse Thijs Geijer, economista sênior de alimentos e agricultura do ING ao Financial Times. “Novas remessas serão necessárias, mas a questão é: de onde elas virão?”

Os preços futuros do café já vinham subindo à medida que mudanças climáticas provocam um clima cada vez mais irregular no Brasil e no Vietnã. Colheitas fracas em ambos os países -o Brasil domina o mercado de arábica, enquanto o Vietnã é o maior fornecedor do café robusta mais barato, usado em cafés instantâneos- têm apertado a oferta mundial.

A indústria de supermercados dos EUA tem pressionado por isenções de tarifas em produtos que não podem ser cultivados domesticamente a preços acessíveis. Na semana passada, a Casa Branca divulgou uma lista de produtos, incluindo o café, que poderiam receber tarifas mais baixas caso os EUA fechem novos acordos comerciais com os exportadores.

Os consumidores de café ainda podem não ter sentido totalmente o impacto das tarifas, disse Geijer. O café enviado do porto de Santos leva até 20 dias para chegar aos portos dos EUA, e depois precisa ser torrado. “Mesmo assim, depende: os preços mais altos são repassados imediatamente pelos torrefadores ou gradualmente?”, disse Geijer, acrescentando que grande parte do impacto das tarifas pode não chegar às prateleiras até outubro ou novembro. Dois terços dos adultos nos EUA consomem café diariamente, segundo pesquisa da National Coffee Association, grupo do setor.

A Kroger, maior rede de supermercados dos EUA, tem tentado absorver o aumento de custos nos alimentos tanto quanto possível, disse Ron Sargent, diretor-executivo interino, durante teleconferência com analistas nesta quinta-feira. “Ocasionalmente, as tarifas terão impacto em alguns preços”, acrescentou.

O aumento dos preços do café integra uma onda mais ampla de inflação de alimentos nos EUA. Os preços ao consumidor subiram 2,9% em agosto na comparação anual, a maior alta desde janeiro, informou o BLS. Os preços de alimentos consumidos em casa subiram 0,6% em agosto em relação a julho, após queda de 0,1% em julho.

Advertisement
Após "Tarifaço de Trump", preço do Café dispara nos Estados Unidos e caem no Brasil!

Após “Tarifaço de Trump”, preço do Café dispara nos Estados Unidos e caem no Brasil!

Efeito do tarifaço nos preços
Até o início de agosto, o tarifaço ainda não havia provocado alta nas cotações do café no campo brasileiro e na bolsa de Nova York.

Isso porque o mercado esperava que o presidente dos EUA, Donald Trump, colocasse o café na lista de produtos isentos do tarifaço, como fez com o suco de laranja, explica o analista da StoneX Brasil, Fernando Maximiliano. Afinal, mais de 30% do grão consumido nos EUA sai do Brasil.

Como o café ficou de fora da lista, a cotação do produto disparou na bolsa, diante da expectativa de redução da oferta dentro dos EUA.

Café bom do Brasil vai todo para fora? Entenda de onde vem essa ideia
Resistente, café pode ser estocado para ser exportado só em 2026
O tarifaço também não aumentou a quantidade de café disponível no Brasil, um cenário que poderia ter dado um alívio para o bolso do brasileiro.

“Esse excedente de café [que iria para os EUA] vai ser comercializado para outros destinos”, diz Maximiliano.
Na avaliação dele, os exportadores brasileiros devem começar a vender mais café para a Europa. Isso porque grandes países produtores, como a Colômbia, devem direcionar mais café para os EUA, deixando de atender outros clientes, como os europeus.

A Colômbia é uma competidora do Brasil na exportação de café arábica, e está sendo tarifada em 10% pelos EUA, taxa bem menor que a imposta aos produtos brasileiros.

Cotação média mensal do preço do café ao produtor. — Foto: Arte/g1

Cotação média mensal do preço do café ao produtor. — Foto: Arte/g1

Deixe seu comentário aqui embaixo

Sou o idealizador do No Amazonas é Assim e um apaixonado pela nossa terra. Gravo vídeos sobre cultura, comunicação digital, turismo e empreendedorismo além de políticas públicas.

Youtube – No Amazonas é Assim

Canal Youtube No Amazonas é Assim

Canal Youtube No Amazonas é Assim

Lendas Amazônicas, Urbanas e Folclóricas!

Lendas Amazônicas, Lendas Urbanas e Lendas Folclóricas

Lendas Amazônicas, Lendas Urbanas e Lendas Folclóricas

Prefeitura de Manaus

Últimas notícias da Prefeitura de Manaus

Governo do Amazonas

Últimas notícias do Governo do AM

Assembleia Legislativa do AM

Últimas Notícias do TCE-AM

Tribunal de Contas do Amazonas

Últimas Notícias do TCE-AM

Entre em nosso Grupo no Whatsapp

Participe do nosso grupo no Whatsapp

Últimas Atualizações