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Cabuloso IML: O Lado Sombrio das redes sociais e o abuso de imagens pós-morte
Há uns anos atrás, emergiu nas redes sociais brasileiras um termo chamado “cabuloso IML“. O termo trazia conteúdos perturbadores envolvendo o Instituto Médico Legal (IML). A palavra “cabuloso” é uma gíria que indica algo impressionante ou, em contextos negativos, algo chocante ou perturbador.
Um dos casos mais notórios foi o grupo “Festa no IML“, que surgiu no Facebook e posteriormente se expandiu para outras plataformas. Esse grupo compartilhava imagens de cadáveres femininos, muitas vezes acompanhadas de comentários sexualizados e desrespeitosos. A situação ganhou repercussão nacional após denúncias de profissionais da área funerária, como Nina Maluf, que relataram casos de necrofilia e abusos em IMLs e funerárias. Essas denúncias evidenciaram a necessidade urgente de medidas de segurança e ética nas instituições responsáveis pelo tratamento de corpos.
Em resposta a essas denúncias, algumas ações foram tomadas. Por exemplo, o Departamento de Polícia Técnico-Científica do Amazonas instalou câmeras de segurança nas salas de necropsia do IML para monitorar as atividades e prevenir abusos. Além disso, a Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas (ABMLPM) se posicionou contra qualquer ação que configure vilipêndio de cadáver.
Apesar dessas iniciativas, o termo “cabuloso IML” continua a ser associado a conteúdos sensacionalistas e desrespeitosos nas redes sociais. É fundamental que a sociedade e as autoridades permaneçam vigilantes e atuem para coibir a disseminação de materiais que violam a dignidade humana e promovem práticas ilegais.
Abaixo uma das publicações que faziam sucesso nesse perfil Festa no IML








