Polícia
Amiga amazonense que abandonou Roberto na montanha vira alvo após vazamento de mensagens
O caso do desaparecimento do amazonense Roberto Farias, ocorrido durante uma trilha no Pico Paraná, ganhou novos contornos e voltou ao centro das atenções nas redes sociais. A jovem Thayane Smith, natural de Itacoatiara, cidade localizada na região metropolitana de Manaus, que acompanhava Roberto na subida da montanha, passou a ser alvo de uma onda ainda maior de críticas após a circulação de supostas mensagens e conversas privadas que contradizariam versões apresentadas inicialmente por ela.
Revolta de internautas
Nos últimos dias, Thayane publicou em seu perfil no Instagram uma sequência de vídeos gravados entre 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, nos quais aparece ao lado de Roberto durante a viagem. As postagens rapidamente viralizaram e já somam quase 4 mil comentários, a maioria com críticas duras e acusações.
Internautas revoltados passaram a responsabilizar a jovem pelo desaparecimento do amigo, alegando que ele teria sido deixado para trás na trilha, enquanto ela seguiu com outros trilheiros.
Supostos prints levantam novas dúvidas
A situação se intensificou após a divulgação, nas redes sociais, de prints atribuídos a Thayane, contendo diálogos privados e postagens antigas. Segundo internautas e pessoas que acompanham o caso, o conteúdo dessas mensagens diverge das declarações públicas feitas pela jovem após o desaparecimento ganhar repercussão nacional.
As conversas sugerem que as circunstâncias do abandono podem ter sido diferentes do que foi relatado inicialmente, abrindo espaço para novas interpretações e aumentando a pressão por esclarecimentos.

Imagem: Reprodução / Redes sociais

Imagem: Reprodução / Redes sociais

Imagem: Reprodução / Redes sociais
O que se sabe até agora
Roberto Farias foi visto pela última vez na manhã de 1º de janeiro de 2026, durante a descida da trilha após subir o Pico Paraná para assistir ao nascer do sol do primeiro dia do ano. Ele e Thayane haviam se encontrado em 31 de dezembro, em Curitiba, com o objetivo de fazer a escalada juntos.
No entanto, apenas Thayane retornou da trilha. Desde então, não houve mais contato com Roberto, e as buscas continuam sendo realizadas.
Versões apresentadas por Thayane
Em entrevistas iniciais, Thayane afirmou que Roberto teria passado mal durante a subida e não conseguiu manter o ritmo, ficando para trás mesmo após alertas para não seguir sozinho. Segundo ela, ao chegar ao topo, outras pessoas perceberam a ausência de Roberto e desceram para procurá-lo. Ainda de acordo com essa versão, Roberto teria conseguido chegar ao topo posteriormente, onde teria passado a virada do ano com amigos.
Em um segundo momento, Thayane declarou que, já na descida, Roberto continuava lento e se sentindo mal, enquanto ela decidiu seguir em um ritmo mais rápido, alegando que esse seria seu “estilo de vida”, acreditando que outras pessoas estariam atrás dele. Desde então, Roberto não foi mais visto, e o Corpo de Bombeiros foi acionado.
Pertences e relatos de outros trilheiros
O caso também gerou questionamentos após relatos de que Thayane teria descido com pertences pessoais de Roberto, como celular e carteira. Além disso, um outro trilheiro, identificado como Fábio, relatou que houve desentendimentos entre Roberto e Thayane durante a subida, além de momentos em que o jovem teria passado mal.
Perfil anônimo e novas acusações
Com a repercussão do caso, surgiu um perfil no Instagram, criado em abril de 2025, que afirma ter como objetivo expor comportamentos problemáticos de Thayane em relacionamentos conturbados com outros “amigos”. Nos comentários, internautas alegam que Roberto seria mais uma vítima da jovem.
O perfil divulga prints de supostas conversas nas quais Thayane demonstraria falta de empatia com o desaparecimento, além de publicações antigas envolvendo outras amigas, onde, segundo seguidores, ela apresentaria um comportamento considerado obsessivo.

Imagem: Reprodução / Redes sociais
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil do Paraná informou que abriu investigação no sábado (3) e que, até o momento, o caso é tratado oficialmente como desaparecimento, sem indícios de crime. Pessoas que participaram do trajeto estão sendo ouvidas, e novas informações podem alterar o rumo das apurações.
Enquanto as buscas continuam, o caso segue dividindo opiniões, inflamando debates nas redes sociais e mantendo familiares, amigos e internautas em suspense à espera de respostas.
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