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Manaus, AM, terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

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Orgulho amazônida: Professora paraense é premiada por alfabetizar crianças autistas não verbais

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A educadora paraense Noah Chiavenato, fundadora do Instituto Educacional Chiavenato (IEDUCHI), passou a ser reconhecida nacionalmente pelo trabalho inovador na área da educação inclusiva. A psicopedagoga foi premiada na Prêmio Inclusão em Neuroeducação Brasil, graças a um projeto voltado à alfabetização de crianças autistas não verbais.

A iniciativa ganhou destaque por demonstrar que a ausência de fala não impede o desenvolvimento da leitura e da escrita, desde que o processo educacional seja estruturado de forma sensível, científica e individualizada.

Realidade invisibilizada exige práticas específicas

Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que entre 25% e 30% das crianças dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são não verbais ou minimamente verbais. O número reforça a urgência de metodologias pedagógicas adaptadas para garantir inclusão real no ambiente escolar.

Educadora paraense Noah Chiavenato – Imagem: Reprodução/ Redes Sociais

Para Noah Chiavenato, o desafio está em romper com a ideia de que a fala é o único caminho para o aprendizado. “Cada criança aprende de uma forma. A alfabetização precisa respeitar essas diferenças e oferecer meios para que o aluno se expresse e construa conhecimento”, defende.

Alfabetização multissensorial e baseada em ciência

O modelo desenvolvido no IEDUCHI transforma a alfabetização em uma experiência multissensorial, integrando estímulos motores, visuais, táteis e rítmicos. A metodologia é fundamentada na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e na Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), abordagens reconhecidas internacionalmente no ensino de pessoas autistas.

Na prática, o método utiliza recursos como cartões simbólicos, reforçadores positivos e atividades progressivas, organizadas em etapas que respeitam o tempo, o espaço e as respostas individuais de cada aluno. O objetivo é ampliar a autonomia, a participação escolar e o acesso ao letramento.

Impacto que ultrapassa a sala de aula

Os resultados alcançados pelo projeto chamaram a atenção de especialistas da área e abriram espaço para o reconhecimento nacional. Para educadores e pesquisadores, a proposta desenvolvida em Belém representa um avanço concreto na construção de uma educação acessível e baseada em evidências.

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Ao ser premiada, Noah Chiavenato passa a integrar um grupo de profissionais que unem ciência, empatia e estrutura pedagógica para enfrentar um dos maiores desafios da educação inclusiva no Brasil: garantir que crianças autistas não verbais tenham direito pleno ao aprendizado.

O reconhecimento simboliza não apenas uma conquista individual, mas também um movimento crescente em defesa de práticas educacionais mais humanas, eficazes e comprometidas com a diversidade.

Imagem: Divlgação

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