Polícia
Caso Fernando Vilaça: Polícia apreende o 2º envolvido na morte do Fernando Vilaça
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, nesta terça-feira (15), um adolescente de 17 anos, acusado de agredir Fernando Vilaça, 17, vítima que morreu em decorrência das lesões sofridas no bairro Gilberto Mestrinho, na Zona Leste de Manaus. O nome do suspeito não foi divulgado devido à legislação sobre menores infratores. O advogado da família da vítima confirmou a apreensão, reforçando que o crime teve motivação homofóbica.
O primo do adolescente, de 16 anos, já havia sido detido na última quarta-feira (9), também sob suspeita de participação no assassinato. Segundo investigações, Fernando foi atacado após reagir a insultos homofóbicos enquanto saía de casa para comprar leite. A Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) informou que os dois suspeitos são primos e possuem histórico de comportamento violento. O mais velho havia sido expulso da mesma escola onde Fernando Vilaça estudava.
O advogado Alexandre Torres Jr. afirmou que o adolescente apreendido pode responder por ato infracional equivalente a homicídio qualificado por motivo fútil e injúria homofóbica. Ele será encaminhado à Unidade de Internação Provisória (UIP), aguardando decisão judicial.
Confira abaixo o vídeo do advogado :
Detalhes do Crime
O Instituto Médico Legal (IML) do Amazonas apontou que a morte de Fernando Vilaça foi causada por edema cerebral, traumatismo craniano e hemorragia intracraniana, decorrentes de agressões físicas. Testemunhas relataram que o jovem foi espancado até a morte após questionar xingamentos homofóbicos. O crime ocorreu no dia 2 de julho, e um vídeo divulgado nas redes sociais mostra os suspeitos fugindo do local. Fernando Vilaça morreu no dia 5, no Hospital João Lúcio.
Familiares descreveram Fernando como um jovem tranquilo e dedicado. “Ele era sonhador, estudioso e cuidava de seus animais. Estava juntando dinheiro para tirar a carteira de motorista”, disse Klíssia Vilaça, tia da vítima. A família classificou o crime como “covarde” e exige justiça.








