Vixe Maria
COP30, hotéis caríssimos e a volta da vampira Camille Monfort à Amazônia misteriosa
Com a chegada da COP30 em Belém, o que era para ser uma celebração da Amazônia como protagonista no debate climático global, acabou chamando atenção por outro motivo: os preços absurdos cobrados pelos hotéis. Diárias que antes custavam R$ 300 agora ultrapassam facilmente os R$ 6 mil. A justificativa oficial fala em “alta demanda” e “estrutura temporária”, mas há quem diga que há algo a mais por trás desse frenesi turístico: o mito — ou verdade — da vampira paraense Camille Monfort.
Camille Monfort, também chamada de “A Vampira da Amazônia”, teria vivido no século XIX. Morena, de olhos penetrantes e pele translúcida, dizia-se uma imigrante francesa que se estabeleceu em Belém da Belle Époque. Durante as décadas da borracha, inúmeros relatos de desaparecimentos e mortes misteriosas, sempre associadas a marcas estranhas no pescoço das vítimas, criaram a lenda que atravessou gerações. Mesmo com o tempo, e apesar dos esforços para apagar sua história, muitos locais juram que Camille ainda vagueia — e, para alguns, ela é o verdadeiro atrativo oculto por trás da explosão de interesse internacional por Belém.
“Tem gringo que já me perguntou pelo tour da vampira. Eles dizem que querem ‘sentir a energia’ do lugar onde ela viveu”, comentou dona Maria Clara, guia turística de 63 anos. “A verdade é que essa mulher existiu, só que preferem dizer que não. Acham mais fácil vender a Amazônia como floresta do que admitir que ela também tem seus monstros.”
Teóricos da conspiração afirmam que a COP30 teria sido propositalmente marcada em Belém por uma elite secreta fascinada pela criatura amazônica. Segundo eles, o aumento nos preços não tem a ver só com infraestrutura — mas com o risco. “Não é todo mundo que tem coragem de vir aqui nessa época. Só quem tem interesse mesmo na Camille arrisca pagar esses valores,” disse um funcionário de hotel que preferiu não se identificar.
Outro morador, Seu Joel, do bairro Cidade Velha, é direto: “Esse aumento de preço é pra limitar o acesso. Eles querem investigar a lenda, mas sem povo por perto pra atrapalhar.”
Seja coincidência, seja estratégia, o fato é que a combinação de COP30, alta nos preços e mistério sobrenatural está tornando Belém o epicentro de algo muito maior que uma conferência. Talvez seja o começo de uma nova era de turismo oculto na Amazônia. E quem sabe… o despertar de Camille Monfort.








