Polícia
Crianças de 2 e 5 anos são mortas e esquartejadas em Barreirinha; irmão confessa o crime, vídeo
Um crime bárbaro chocou a comunidade indígena Boa Vista, na região do Andirá/Marau, município de Barreirinha, distante 331km de Manaus, na nesta quinta-feira (9/10). Um jovem indígena foi preso acusado de matar e esquartejar os próprios irmãos, de 2 e 5 anos de idade, dentro da casa onde a família morava.
De acordo com policiais que realizaram a prisão, os corpos das crianças foram encontrados esquartejados no interior da residência, cena que abalou até os profissionais mais experientes da segurança pública.
A mãe das vítimas, que não teve o nome divulgado, informou que o filho autor do crime estava sob efeito de drogas no momento do ataque.

Imagem: Reprodução
Suspeito confessa o crime
Durante o deslocamento em uma lancha da equipe policial já com o suspeito detido. Um vídeo mostra policiais questionando o jovem sobre o que teria levado a cometer o crime contra os irmãos. Na ocasião o suspeito, confessa o crime e alega que teria sido forçado por um tio, identificado apenas como Valdecir.
“Foi meu tio Valdecir. Ele me ameaçou, tinha raiva de nós. Ele estava com uma espingarda e um terçado e disse que, se eu não matasse eles, iria me matar”, afirmou o acusado.
Ao ser questionado sobre o paradeiro do suposto tio, o suspeito disse que ele “saiu fora” após o crime. No entanto, os investigadores destacam que o relato apresenta contradições: em um primeiro momento, o homem disse que o tio havia aparecido na quarta-feira (8); depois, mudou a versão, afirmando que teria sido na manhã desta quinta (9).
Polícia investiga participação de terceiros
A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para apurar se o tio citado realmente participou do crime ou se a versão foi criada para tentar amenizar a responsabilidade do autor.
A área segue isolada e equipes de órgãos de proteção indígena acompanham o caso. A comunidade está em estado de choque, pedindo justiça rigorosa e apoio psicológico para a família.
Autoridades pedem que população NÃO compartilhe imagens
Após o crime, vídeo com imagens fortíssimas, dos corpos das crianças dilacerados, começaram a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens. A polícia reforça que compartilhar conteúdo com violência extrema contra crianças é crime e pode prejudicar as investigações, além de desrespeitar a memória das vítimas.

População aguardava o suspeito em um dos portos da cidade de Barreirinha – Imagem: Reprodução








