Polícia
Fraude esportiva: Filho de Popó e sócio são suspeitos de manipulação de jogo
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga o empresário Rodrigo Reis e seu sócio Igor Freitas, filho do ex-pugilista Acelino “Popó” Freitas, por suposta tentativa de aliciamento para manipular um jogo da Série C do Campeonato Brasileiro. Os dois foram alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Derby, deflagrada nesta sexta-feira (12/9).
Segundo o MP-PR, a dupla teria oferecido R$ 15 mil a pelo menos um de três atletas do Londrina para receber cartão amarelo nos primeiros 27 minutos do confronto com o Maringá, válido pela 3ª rodada da Série C, disputado em abril. O Londrina informou que os jogadores aliciados recusaram a proposta e comunicaram imediatamente ao clube, que acionou a CBF, a Federação Paranaense de Futebol e o próprio Ministério Público.
As investigações apontam que Igor Freitas fez o contato inicial via Instagram, apresentando-se como empresário com acesso a grandes empresas e projetos estratégicos. Após obter o contato telefônico de um dos atletas, Rodrigo Reis teria enviado um áudio prometendo a quantia para que o jogador recebesse o cartão amarelo. A mensagem era de visualização única e não pôde ser reproduzida, mas prints e o depoimento do atleta confirmam a proposta recusada.

Imagem: Reprodução
De acordo com o executivo de futebol do Londrina, Lucas Magalhães, os três jogadores procuraram a diretoria logo após o ocorrido. “Obviamente isso assusta na hora. De pronto acionamos a Federação e, na segunda-feira, formalizamos a denúncia”, relatou. Ele acrescentou que nenhum dos atletas aliciados recebeu cartão na partida – embora tenham sido aplicados 10 amarelos ao todo, três deles antes dos 27 minutos.

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O MP-PR informou que os suspeitos podem ser denunciados com base no artigo 199 da Lei Geral do Esporte, que prevê pena de reclusão de dois a seis anos, além de multa, para quem “der ou prometer vantagem patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de competição esportiva”. Até a publicação desta reportagem, as defesas de Igor Freitas e Rodrigo Reis não haviam se manifestado.

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