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Lula entrega supercentro policial em Manaus para enfrentamento do crime organizado na Amazônia
Unidade custou R$ 36,7 milhões e reúne representantes de nove estados e nove países para enfrentar o crime organizado e proteger a floresta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou nesta terça-feira (9), em Manaus, o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia). O espaço é considerado um marco histórico na integração de forças de segurança nacionais e internacionais no combate ao crime organizado transnacional.
Crítica a intervenções externas
Durante o discurso, Lula defendeu a soberania dos países amazônicos e fez referência indireta à presença militar dos Estados Unidos na fronteira da Venezuela.
“Não precisamos de intervenções estrangeiras, nem de ameaças à nossa soberania. Somos perfeitamente capazes de construir nossas próprias soluções. Este centro é a materialização da ação integrada e da cooperação”, afirmou.
Autoridades presentes
A cerimônia contou com a presença do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, da vice-presidente do Equador, María José Pinto, do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do chanceler Mauro Vieira, do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Estrutura e tecnologia
O centro recebeu R$ 36,7 milhões do Fundo Amazônia e funcionará como núcleo de inteligência, prevenção e repressão a crimes como tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal, crimes ambientais e lavagem de dinheiro.
Segundo o delegado federal Humberto Freire, diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF, o CCPI “é um divisor de águas no combate ao crime organizado e na proteção da floresta, funcionando de forma permanente e integrando esforços nacionais e internacionais”.
Integração sul-americana
O CCPI Amazônia reúne representantes dos nove estados da Amazônia Legal e de nove países amazônicos, com articulação direta da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e forças policiais estaduais.
O presidente colombiano Gustavo Petro destacou a importância da integração:
“Sem povos, não há integração. Que este centro sirva para congregar esforços de toda a região em defesa da Amazônia.”
A vice-presidente equatoriana María José Pinto reforçou o caráter humano da iniciativa:
“Cuidar da Amazônia não é só proteger árvores ou rios, mas também as pessoas que nela vivem, especialmente as crianças.”
Fortalecimento da segurança
O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que o CCPI representa a consolidação de uma política baseada em inteligência e cooperação.
“É uma resposta clara e contundente de que não haverá espaço para o crime organizado na região.”
Já o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, lembrou que o Brasil ampliou sua rede de adidâncias policiais em todos os países da América do Sul.
“Onde o Estado se faz presente, o crime recua”, afirmou.
Compromisso com o futuro
O CCPI integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS), lançado em 2023, que já resultou em quase 200 operações contra crimes ambientais e na apreensão de mais de US$ 250 milhões em bens de criminosos.
Encerrando a solenidade, Lula enviou um recado direto às organizações ilegais:
“O crime organizado que se prepare: a justiça vai derrotá-los. Estamos ao lado do povo amazônico, e não vamos permitir que ele seja refém da violência.”
O CCPI Amazônia, sediado em Manaus, é agora a base de integração de forças policiais de nove estados e nove países sul-americanos, reforçando a presença do Estado brasileiro na maior floresta tropical do planeta.

Lula abre centro anticrime em Manaus: ‘Não precisamos de intervenção estrangeira’ – Imagem: Reprodução








