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Manaus, AM, sábado, 31 de janeiro de 2026

Memórias do Amazonas

Nazareno: a história esquecida de um rosto conhecido no Centro de Manaus

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Nazareno: a história esquecida de um rosto conhecido no Centro de Manaus

O Centro de Manaus, nos anos 2000, era um palco de contrastes. Entre lojas movimentadas, camelôs e trabalhadores apressados, havia também aqueles que viviam à margem, sem teto e sem voz. Entre eles estava Nazareno Pereira de Souza, um homem reservado que se tornou parte da memória coletiva da cidade.

Nazareno era visto com frequência no Terminal da Matriz. Sua presença silenciosa contrastava com a do mendigo Ivan, outra figura marcante da época, conhecido pelo comportamento extremo. Embora não se saiba se eram amigos, compartilhavam o mesmo território, criando um pacto silencioso típico do universo das ruas.

Poucos conheciam sua história. Em uma rara entrevista ao fotógrafo Nivaldo Lima, Nazareno revelou que já havia trabalhado, que era natural de Manaus e pai de duas filhas, Patrícia e Marta. Seu maior desejo era simples: oportunidades para quem vive nas ruas. Apesar de ter sido casado e de expressar vontade de voltar para casa, havia um obstáculo não revelado que o mantinha preso à vida nas ruas.

Nazareno: a história esquecida de um rosto conhecido no Centro de Manaus

Nazareno: a história esquecida de um rosto conhecido no Centro de Manaus

Em 21 de junho de 2015, seu nome ressurgiu de forma trágica. O ex-lutador Alexandre Stone encontrou Nazareno em estado crítico, “apodrecendo e morrendo em pé” no Centro. Movido pela compaixão, Alexandre acionou o SAMU, mas enfrentou resistência. Os socorristas alegaram que, por ser maior de idade e não querer ajuda, Nazareno não poderia ser atendido à força. Alexandre argumentou que ele estava em vulnerabilidade extrema e incapaz de responder por si, mas a intervenção não ocorreu como esperado.

O episódio, registrado nas redes sociais, não apenas expôs o drama de Nazareno, mas também revelou um retrato cru da indiferença, onde a dignidade humana é facilmente ignorada.

Após esse dia, não há registros claros sobre o destino de Nazareno. Ele desapareceu dos olhares da cidade, mas não da memória de quem cruzou seu caminho. Sua história, como a de tantos outros invisíveis, é parte do tecido social de Manaus e carrega lições sobre empatia, cuidado e responsabilidade coletiva.

Resgatar histórias como a de Nazareno não é apenas preservar a memória urbana, mas também lançar luz sobre problemas que continuam presentes: a falta de políticas eficazes, a fragilidade da rede de apoio e a tendência de virar o rosto diante do sofrimento alheio.

Se você já viu, ajudou ou conversou com Nazareno, seu depoimento é um pedaço importante dessa narrativa. Afinal, a memória de uma cidade se constrói não apenas com seus grandes feitos, mas também com as histórias humanas que revelam sua verdadeira essência.

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