Curiosidades
O Mistério da “Garota Poltergeist”: O Caso de Leonice Fitz
Em 1988, um misterioso caso ocorrido no interior do Rio Grande do Sul chamou a atenção do Brasil e ficou marcado na memória de quem acompanhou a cobertura da época. Leonice Fitz, uma jovem de apenas 13 anos, moradora da zona rural de Santa Rosa, passou a ser conhecida como a “Garota Poltergeist” após manifestações paranormais inexplicáveis começarem a acontecer em sua casa — sempre em sua presença.
De acordo com testemunhas e reportagens da época, objetos se deslocavam sozinhos, luzes piscavam sem qualquer razão aparente e barulhos estranhos ecoavam pelos cômodos. Esses fenômenos assustadores transformaram a pacata rotina da família Fitz em um verdadeiro espetáculo de mistério. A repercussão foi tamanha que o caso chegou à televisão nacional, sendo tema de uma reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, da TV Globo.
Entre os muitos interessados em entender o que estava acontecendo, o padre e parapsicólogo Edvino Friderichs assumiu a investigação. Ele descartou a hipótese de envolvimento espiritual e ofereceu outra explicação baseada na parapsicologia. Segundo Friderichs, Leonice apresentava manifestações de telergia (a capacidade de mover objetos com a mente) e tiptologia (emissão de sons ou pancadas sem causa física aparente), fenômenos conhecidos dentro dos estudos parapsicológicos.
Após o fim da cobertura midiática e das investigações, Leonice optou por se afastar dos holofotes. Ela cresceu, casou-se e, por quase dez anos, ofereceu atendimentos espirituais, sempre com certa cautela sobre suas habilidades. Em uma rara entrevista concedida em 2002, ela afirmou que seus dons continuavam ativos, mas evitava demonstrá-los por medo de perder o controle sobre eles.
O mistério da garota que comoveu e intrigou o país, no entanto, teve um desfecho trágico. Em 2010, Leonice Fitz faleceu aos 35 anos, vítima de um câncer ósseo. Sua morte encerrou oficialmente um dos capítulos mais enigmáticos da história dos fenômenos paranormais no Brasil.
Apesar de ter buscado o anonimato por boa parte da vida adulta, o nome de Leonice continua a circular entre curiosos, estudiosos do oculto e pessoas que se interessam por fenômenos sobrenaturais. Sua história é lembrada tanto como um exemplo de como a ciência e o misticismo podem se cruzar, quanto como um alerta sobre os efeitos da superexposição na mídia em jovens que vivem situações incomuns.
Mais de três décadas depois, o caso da “Garota Poltergeist” ainda é tema de discussões, vídeos na internet e teorias variadas. Seria Leonice uma jovem com poderes mentais raros? Ou tudo não passou de um episódio mal interpretado pela ciência da época? O mistério continua vivo — assim como a curiosidade em torno do que realmente aconteceu naquela casa em Santa Rosa.
Confira abaixo um trecho de uma entrevisa ao Fantástico em 1988 sobre O Caso de Leonice Fitz








