Polícia
PC-AM prende mulher por conivência em abusos sexuais contra a própria filha de 8 anos em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na segunda-feira (05/01), uma mulher de 37 anos acusada de ser conivente com abusos sexuais praticados contra a própria filha, uma criança de 8 anos. A prisão ocorreu no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus.
De acordo com a polícia, a mulher responderá pelo crime de estupro de vulnerável na modalidade de omissão imprópria, quando a pessoa responsável pela proteção da vítima tem conhecimento da violência e não adota nenhuma medida para impedir ou denunciar os abusos.
O padrasto da criança, um motorista de aplicativo de 24 anos, é apontado como o autor direto dos crimes e já havia sido preso anteriormente.
Caso veio à tona após alerta da escola
Segundo a delegada Mayara Magna, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, as investigações tiveram início em dezembro de 2025, após a escola da vítima acionar o Conselho Tutelar.
A professora identificou sinais de ansiedade excessiva na criança, além de medo de retornar para casa. Durante a atividade escolar, a menina conseguiu relatar os abusos por meio de um desenho.
“Diante do comportamento apresentado pela criança, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso chegou até a Polícia Civil”, explicou a delegada.
Padrasto foi preso em menos de 24 horas
Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil conseguiu identificar e prender o padrasto da vítima em menos de 24 horas. Em depoimento, a criança afirmou que tentou contar diversas vezes à mãe sobre os abusos sofridos.
Esse relato levou a equipe de investigação a suspeitar que a mulher tinha conhecimento dos crimes e, ainda assim, não tomou providências para proteger a filha.
Conversas de WhatsApp comprovaram conhecimento da mãe
No momento da prisão do suspeito, o celular dele foi apreendido. A Polícia Civil solicitou à Justiça a quebra do sigilo dos dados, que foi autorizada.
A análise das mensagens revelou conversas de WhatsApp que comprovaram que a mãe da criança tinha conhecimento dos abusos e tentou encobrir os fatos, além de induzir uma testemunha a mentir às autoridades, afirmando que a criança inventava histórias.
Nas mensagens, o homem também demonstrava intenção de se separar da mulher e fugir, enquanto ela tentava impedir a separação.
“As provas reunidas deixaram evidente que a mãe tinha ciência dos abusos e não tomou nenhuma providência para impedir a violência”, destacou a delegada.
Abusos ocorreram por meses dentro da residência
Segundo as investigações, os abusos tiveram início cerca de cinco a seis meses antes do caso ser descoberto, período em que a criança passou a morar com a mãe e o padrasto, após deixar a casa dos avós paternos.
A vítima relatou que o homem a levava para a sala da residência, onde cometia os abusos.
Crianças foram afastadas do convívio dos pais
A mulher tem outros dois filhos, sendo um deles fruto do relacionamento com o suspeito. Ela também está sendo investigada pelo crime de abandono de incapaz em relação aos demais filhos.
As crianças foram afastadas do convívio dos pais e estão sob os cuidados de familiares. A menina vítima dos abusos está atualmente sob a guarda do pai biológico.
Procedimentos
A mulher permanecerá à disposição da Justiça e responderá pelo crime de estupro de vulnerável por omissão imprópria.

Delegada Mayara Magna – Imagem: Divulgação








