Polícia
PM que atropelou dois cães segue preso por decisão da Justiça em Manaus
A Justiça do Amazonas converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante do soldado aluno Cássio Rodrigo Dias Pinto, acusado de atropelar e matar dois cães ao conduzir uma viatura policial no último domingo (1º), no bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus.
A decisão foi tomada pelo magistrado plantonista do Fórum Ministro Henoch Reis, durante audiência de custódia. Cássio era o motorista da viatura no momento do atropelamento.
De acordo com a decisão judicial, os outros dois policiais que estavam no veículo, o sargento Fernando Rufino de Oliveira Curitima Filho e o soldado aluno Thiago da Fonseca, irão responder ao processo em liberdade.
Prisão no Batalhão de Guardas
Com a conversão da prisão, Cássio deverá permanecer custodiado por 90 dias no Batalhão de Guardas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizado no bairro Armando Mendes, zona Leste da capital. O prazo pode ser prorrogado, conforme decisão judicial.
O caso segue sendo investigado e tramita na Justiça estadual.
Associação de Praças questiona decisão
Em nota oficial, a Associação de Praças do Estado do Amazonas (APEAM) manifestou discordância quanto à manutenção da prisão preventiva. A entidade afirma entender que direitos fundamentais do policial militar estariam sendo desrespeitados.
Segundo a associação, o soldado aluno não preencheria os requisitos legais para a prisão preventiva, por não possuir histórico de reincidência, ter emprego e residência fixa, além de ser responsável pelo acompanhamento do tratamento médico da filha, de 9 anos de idade.
A APEAM destacou ainda que confia na atuação do Judiciário e reafirmou “seu compromisso inabalável com a defesa de seus associados”, ressaltando a expectativa de que a Justiça atue com equilíbrio, legalidade e respeito à dignidade humana.
Caso gerou repercussão
O atropelamento dos dois cães com uma viatura oficial provocou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre responsabilidade funcional, conduta de agentes públicos e punições previstas para crimes envolvendo maus-tratos a animais.
A Polícia Militar do Amazonas ainda não divulgou nota oficial sobre medidas administrativas internas relacionadas ao caso.

Imagem: Divulgação









