Polícia
PMs são presos suspeitos de envolvimento em roubo de R$ 15 milhões em diamantes no Paraná; veja
Cinco pessoas foram presas preventivamente nesta terça-feira (13) durante uma operação da Polícia Civil do Paraná que investiga o roubo de um carregamento de diamantes avaliado em R$ 15 milhões. Entre os detidos estão dois policiais militares, apontados como integrantes da quadrilha responsável pelo crime.
As prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades do norte do Paraná, como Londrina e Ibiporã, além de municípios do estado de São Paulo, incluindo Bauru e a capital paulista. A operação também resultou na apreensão de bens e valores que podem ter ligação direta com o assalto.

Foto: Polícia Civil (PC-PR)
Roubo teve falsos policiais e ação planejada
De acordo com o delegado Mozart Rocha Gonçalves, o crime ocorreu em novembro de 2024. Na ocasião, quatro homens se passaram por policiais e realizaram uma falsa abordagem a um veículo ocupado por três pessoas que haviam saído de São Paulo. Durante a ação, o grupo roubou um lote de diamantes de alto valor.
As investigações indicam que a quadrilha atuava de forma estruturada, com divisão de funções e planejamento minucioso, realizado por meio de aplicativos de mensagens. Um dos locais usados como base pelo grupo teria sido uma autoescola, apontada pelos investigadores como o “quartel-general” da organização criminosa.
Celular perdido ajudou a desvendar o esquema
Um erro cometido por um dos suspeitos foi fundamental para o avanço das investigações. Um celular esquecido no dia do roubo permitiu à polícia acessar conversas e identificar conexões entre os envolvidos. A partir disso, os investigadores descobriram que dois dos executores eram servidores públicos. Um terceiro suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar cinco dias após o crime.
Investigação apura possível lavagem de dinheiro
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil também realizou buscas na residência de uma das vítimas do roubo, onde foram encontrados R$ 11,6 milhões em cheques. O material levantou suspeitas de possível lavagem de dinheiro, ampliando o alcance da investigação.
Até o momento, os diamantes roubados não foram recuperados. A Polícia Civil do Paraná segue apurando a origem das pedras e a responsabilidade criminal de cada um dos envolvidos no esquema.








