Polícia
Saiba quem são os técnicos suspeitos de matar pacientes internados no DF
Três técnicos de enfermagem estão presos e são investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal por suspeita de envolvimento na morte de três pacientes internados em um hospital particular de Taguatinga, no Distrito Federal. O caso, que ganhou repercussão nacional, aponta a utilização de medicamentos em doses elevadas e até aplicação de desinfetante diretamente na veia das vítimas.
Os suspeitos foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos; Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos; e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos. Segundo as investigações, Marcos é apontado como o executor dos crimes, enquanto Marcela e Amanda são investigadas por negligência e coautoria.
Os três deverão ser indiciados por homicídio doloso qualificado por meio insidioso, já que, conforme a polícia, as vítimas não tinham conhecimento de que estavam recebendo substâncias letais e não tinham condições de se defender por estarem acamadas. A pena prevista para este tipo de crime varia de 12 a 30 anos de prisão. Marcos responderá pelos três homicídios, enquanto Marcela e Amanda responderão por coautoria em dois dos casos.
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos

Técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (foto em destaque) é investigado como líder do grupo que assassinava pacientes – Imagem: Reprodução
Apontado como o principal executor dos crimes, Marcos Vinícius é investigado por administrar altas doses de medicamentos em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o objetivo de provocar a morte. Em um dos casos, segundo a Polícia Civil, como o medicamento não surtiu o efeito esperado, ele teria aplicado desinfetante diretamente na veia da vítima, o que levou ao óbito.
Nas redes sociais, Marcos se apresenta como homem casado e frequentador da igreja Congregação Cristã Brasil. De acordo com os investigadores, ele atuava há pelo menos cinco anos como técnico de enfermagem, sendo um deles no Hospital Anchieta, onde os crimes ocorreram.
Além da atuação na enfermagem, Marcos também cursava fisioterapia. Após ser demitido do Anchieta, diante das suspeitas levantadas pela Comissão de Óbitos da unidade, ele passou a trabalhar em uma UTI neonatal de outro hospital particular, fato que ampliou o alerta das autoridades. O técnico confessou os crimes após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança do hospital.
Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos

Técnica de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, presa suspeita de matar pacientes – Imagem: Reprodução
Amanda trabalhava em outro setor do hospital, mas, segundo as investigações, mantinha amizade de longa data com Marcos. Ela é investigada por negligência e coautoria em dois dos homicídios, por supostamente ter dado cobertura à ação do colega.
Nas redes sociais, Amanda se descreve como mãe, cristã, intensivista e instrumentadora cirúrgica, reforçando um perfil ligado à área da saúde e à fé religiosa.
A polícia apura o grau de participação da técnica e se houve omissão deliberada diante das irregularidades ocorridas dentro da UTI.
Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos

Técnica de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva, 22 – Imagem: Reprodução
Marcela era recém-contratada pelo hospital e, conforme apontam as investigações, recebia orientações diretas de Marcos sobre a rotina do setor. Ela também é investigada por negligência e coautoria em dois dos crimes.
Em depoimento, Marcela chegou a negar envolvimento inicialmente, mas reconheceu a situação após ser confrontada com imagens do circuito interno, afirmando que se arrepende de não ter impedido o colega.
Em 2022, ela foi aprovada em uma das etapas de um processo seletivo de jovem aprendiz do Hospital da Criança de Brasília, o que demonstra vínculo anterior com a área da saúde.
Investigação segue em andamento
As investigações continuam para identificar se há outras possíveis vítimas, tanto no Hospital Anchieta quanto em outras unidades onde Marcos trabalhou.
O caso corre em segredo de justiça. O Hospital Anchieta informou que instaurou investigação interna, comunicou as autoridades e demitiu os envolvidos. O Conselho Regional de Enfermagem do DF acompanha o caso.

Imagem: Divulgação








