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Manaus, AM, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Polícia

Vídeo: Preso vestido de mulher é agredido e torturado em cela lotada no Amazonas

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Um vídeo compartilhado nas redes sociais, que mostra uma cena revoltante registrada dentro da 76ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Santa Isabel do Rio Negro, no interior do Amazonas, escancarou a realidade de tortura e abandono dentro das unidades prisionais do Estado.

Um detento, que não teve a identidade revelada, foi espancado e humilhado por outros presos dentro de uma cela superlotada. Nas imagens, ele aparece vestido com uma saia e um top enquanto é obrigado a dançar e “rebolar na boca de uma garrafa” para divertir os agressores, que filmam tudo e transmitem por chamada de vídeo para outra pessoa assistir.

Os criminosos ainda ordenam que ele fique de joelhos, e em seguida passam a golpeá-lo com pauladas nas mãos, enquanto riem e debocham dos gritos de dor da vítima. Confira o vídeo, clique no link abaixo:

 Superlotação e condições degradantes

O vídeo chocante veio à tona após inspeções realizadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) nos dias 12 e 29 de setembro. As visitas constataram que a delegacia:

  • Tem capacidade para apenas 16 pessoas, mas estava abrigando 29 detentos;
  • Mantinha presos já condenados cumprindo pena definitiva, o que é ilegal segundo a Lei de Execução Penal (7.210/84);
  • Apresenta estrutura precária e insalubre, sem condições mínimas para garantir a integridade dos custodiados.
  • A promotora de Justiça Taize Moraes Siqueira afirmou que a situação configura grave violação de direitos humanos:

“Delegacias de polícia não possuem estrutura adequada para cumprimento de pena definitiva. A superlotação, a precariedade da estrutura e a custódia irregular representam uma violação massiva de direitos humanos.”

MP exige providências imediatas da Seap

Diante das irregularidades, o MPAM emitiu recomendação à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) determinando a transferência urgente de todos os presos da delegacia para unidades prisionais adequadas.

A Seap tem cinco dias para informar as providências tomadas. Caso não cumpra a determinação, o Ministério Público pretende acionar a Justiça com medidas administrativas e judiciais mais rígidas.

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❓Até quando?

O caso reacende o debate sobre abandono do sistema prisional no interior do Amazonas, onde delegacias se transformaram em verdadeiros depósitos humanos, sem controle, sem estrutura e sem segurança — colocando em risco não apenas os detentos, mas também os servidores aos visitantes e toda a comunidade.

Em nota, a PC-AM destacou que estaria realizando diligências e informou que estaria dando apoio ao cumprimento das ações recomendadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), referente a transferência de presos custodiados no DIP de Santa Isabel do Rio Negro.

O crime está sendo investigado para a apuração das infrações penais e responsabilização dos autores do crime.

Confira a nota na íntegra:

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informa que instaurou um Inquérito Policial para apurar o crime de tortura constatado no vídeo amplamente divulgado, bem como já está realizando todas as diligências para tanto.

Ademais, a instituição ressalta que dará apoio às ações necessárias para o cumprimento da recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), referente à transferência de presos custodiados na 76ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Santa Isabel do Rio Negro.

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A instituição reforça seu compromisso com a legalidade e com o respeito aos direitos humanos, colaborando com os órgãos do sistema de justiça e com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) para garantir que as medidas sejam executadas de forma segura e dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação vigente.

A PC-AM destaca e reforça seu compromisso com sua atribuição no exercício da atividade investigativa e de polícia judiciária, atuando na apuração de infrações penais e na responsabilização dos autores de crimes.

Nota do Ministério Público do Estado do Amazonas

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Santa Isabel do Rio Negro, informa que já acompanha a situação dos custodiados na 76ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município e tem adotado as providências necessárias para garantir a integridade física dos presos e a regularidade das condições de custódia.

Em relação ao vídeo que circula nas redes sociais, o MPAM esclarece que não se trata de um fato recente. Conforme apurado junto à autoridade policial, a última ocorrência registrada na unidade envolvendo conflito entre presos ocorreu em agosto deste ano.

Antes disso, houve outro episódio semelhante em fevereiro.

Sobre o caso de fevereiro, o Ministério Público já ofereceu denúncia contra cinco envolvidos, que foram acusados pelos crimes de tortura e associação criminosa. Em relação a esses custodiados, já existe decisão judicial determinando a transferência deles para unidades prisionais adequadas, medida que aguarda apenas a efetivação pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

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Quanto ao episódio de agosto, a investigação segue em andamento na Delegacia de Polícia, e o MPAM já emitiu parecer favorável à prisão do suspeito apontado como mandante, bem como à realização de busca e apreensão.

Além disso, duas inspeções foram realizadas recentemente na 76ª DIP — a primeira, em 12 de setembro, pelo Ministério Público, e a segunda, em 29 de setembro, em ação conjunta entre o MPAM e o Juízo da Comarca. Em ambas, foi constatada a superlotação da carceragem, que abriga atualmente número de presos superior à sua capacidade.

Diante dessa situação, o MPAM expediu recomendação à Seap para que adote, em caráter de urgência, as medidas necessárias à transferência dos custodiados para unidades prisionais adequadas, reiterando que a delegacia não deve ser utilizada como presídio, conforme determina a Lei de Execução Penal.

O Ministério Público seguirá acompanhando o cumprimento das medidas determinadas e permanece vigilante quanto às condições de custódia e à preservação dos direitos humanos das pessoas privadas de liberdade.

Imagem: Reprodução

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