Sustentabilidade
COP30 e os povos indígenas: Vozes essenciais nas discussões sobre mudança climática
A COP30, que acontecerá em Belém, coloca os povos indígenas em uma posição de destaque nas discussões sobre mudanças climáticas. Reconhecidos por sua estreita relação com a natureza e seus vastos conhecimentos sobre a gestão sustentável dos recursos naturais, os povos indígenas têm um papel essencial nas soluções climáticas globais.
Em uma região como a Amazônia, onde a biodiversidade é incomparável, os povos indígenas são, muitas vezes, os principais guardiões das florestas e do equilíbrio ambiental. Durante a COP30, suas vozes serão ouvidas com mais força do que nunca, com o objetivo de garantir que suas práticas tradicionais e o uso sustentável da terra sejam reconhecidos e incorporados nas políticas climáticas globais.
O evento proporcionará um espaço para que os povos indígenas compartilhem suas experiências e propostas, com ênfase na preservação da floresta amazônica, que desempenha um papel fundamental na absorção de carbono e na regulação do clima global. Além disso, a conferência será uma oportunidade para que as comunidades indígenas exijam maior representação e participação nos processos de decisão sobre o meio ambiente.
As negociações também incluirão temas como o direito à terra, à autodeterminação e à proteção das culturas indígenas, que são indissociáveis da questão climática. O reconhecimento da importância dessas comunidades no combate às mudanças climáticas será um ponto crucial na agenda da COP30.
Ao fortalecer o papel dos povos indígenas nas discussões climáticas, a COP30 não só dará visibilidade a essas comunidades, mas também destacará a necessidade de garantir que as soluções para a crise climática sejam justas, inclusivas e baseadas no conhecimento tradicional e na prática ambiental sustentável.

Legenda: A vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, visita Terra Indígena Mapuera, no estado do Pará, Brasil, em 3 de agosto de 2024.
Foto: © ONU Brasil/Isadora Ferreira.








