Sustentabilidade
O Futuro da Amazônia está na mesa: O que esperar da Cúpula Climática Global
Com a Amazônia no centro da agenda climática global, a cúpula preparatória realizada em Belém nos dias seis e sete de novembro reuniu formuladores de políticas, cientistas, lideranças indígenas e sociedade civil para alinhar prioridades às vésperas da COP30.
O encontro funcionou como termômetro político e técnico: confirmou os temas que devem dominar as negociações formais e evidenciou o que está em jogo para quem vive na floresta.
Por que importa para a Amazônia
- Calendário e vitrine global — A COP30 acontece em Belém entre dez e vinte e um de novembro de dois mil e vinte e cinco, projetando o bioma para a audiência internacional e atraindo olhares e recursos para soluções de baixo carbono na região.
- Participação social ampliada — A Zona Verde será aberta ao público, estimulando troca de experiências entre movimentos, universidades, startups e comunidades tradicionais — uma oportunidade para mostrar casos amazônicos escaláveis.
Temas quentes que chegaram à mesa
- Transição energética com justiça — À luz do primeiro “Global Stocktake”, os participantes cobraram triplicar a capacidade renovável e dobrar a eficiência energética até dois mil e trinta, com ênfase em impactos e benefícios locais.
- Perdas e Danos — Foram discutidos critérios para acesso rápido ao Fundo de Perdas e Danos por municípios amazônicos vulneráveis a secas extremas, queimadas e cheias recordes, operacionalizado na COP28.
- Florestas e REDD+ — Avançou a conversa sobre resultados pagos por redução do desmatamento e conservação de estoques de carbono, com salvaguardas sociais e ambientais.
O recado de Belém
A mensagem da cúpula foi clara: o sucesso da COP30 será medido na Amazônia — pela capacidade de canalizar financiamento, tecnologia e governança para quem protege a floresta no dia a dia, com transparência e resultados mensuráveis.








