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Manaus, AM, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Prefeitura de Manaus alerta para riscos do uso de Inteligência Artificial como suporte emocional ou psicoterapia

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A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas tema de ficção científica e passou a fazer parte do cotidiano da população, por meio de chats e recursos digitais que auxiliam na resolução de tarefas e problemas diversos. No entanto, o uso dessa tecnologia como ferramenta de apoio emocional ou psicológico pode representar riscos à saúde mental. Diante disso, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), alerta para os perigos da prática, que pode levar ao isolamento emocional e ao agravamento de quadros como ansiedade e depressão.

Fotos – Divulgação/Semsa

O uso da IA na área da saúde mental já é alvo de debates, alertas e projetos de lei que buscam restringir a oferta e a divulgação desses serviços. Apesar disso, ainda não há legislação específica sobre o tema no Brasil. Atualmente, é possível encontrar aplicativos e plataformas digitais que prometem desde aumento da produtividade no trabalho ou nos estudos até auxílio no enfrentamento da insônia, da depressão e de outros problemas emocionais.

De acordo com o psicólogo clínico da Semsa, Edu Honorato, os sistemas de IA simulam capacidades cognitivas humanas a partir de modelos matemáticos, analisando grandes volumes de dados para identificar padrões e gerar respostas. Embora possam se comunicar de forma semelhante a uma pessoa real, essas ferramentas não possuem sentimentos, consciência ou capacidade de estabelecer vínculo com o usuário.

“Existe um grande risco de gerar uma falsa sensação de cuidado. A pessoa acredita que está sendo acompanhada, quando, na verdade, está apenas interagindo com uma linguagem matemática. A psicoterapia envolve vínculo, manejo clínico e responsabilidade ética, algo que a IA não é capaz de oferecer”, explica o psicólogo.

Segundo Honorato, a ausência de um cuidado efetivo pode intensificar o isolamento emocional e prolongar o sofrimento de quem necessita de acompanhamento profissional. “A Inteligência Artificial não reconhece a gravidade das situações. Ela não identifica sinais de colapso emocional, burnout, risco de suicídio nem consegue realizar intervenções éticas e responsáveis”, alerta.

O psicólogo reforça que pessoas que enfrentam ansiedade, depressão ou outras formas de sofrimento emocional devem buscar ajuda especializada. A rede municipal de saúde dispõe de unidades básicas da Semsa, com médicos capacitados para avaliação e encaminhamento para psicólogos ou psiquiatras; Centros de Atenção Psicossocial (Caps), destinados a pessoas com transtornos mentais graves ou problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas; além de outras unidades da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Para identificar o momento de procurar ajuda profissional, Honorato aponta sinais como perda de interesse por atividades antes prazerosas, cansaço emocional constante, irritabilidade, alterações no sono e no apetite, pensamentos invasivos, isolamento social e sensação persistente de desesperança.

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“Quando o sofrimento se torna frequente, se repete e começa a interferir na vida pessoal, profissional ou nos relacionamentos, é fundamental procurar ajuda”, orienta.

Professor associado da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), especialista em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar-SP) e doutor em Saúde Pública pela Fiocruz, Honorato reconhece que a tecnologia pode contribuir em algumas frentes da saúde mental, como no aumento da produtividade ou na disseminação de informações. No entanto, ressalta que ela jamais deve substituir o cuidado humano.

“Saúde mental não é autoatendimento, não é aplicativo, não é chat. É cuidado humano, ético e responsável. Quem precisa de ajuda deve procurar a unidade básica de saúde, a rede de atenção psicossocial ou buscar apoio de pessoas próximas. Não substitua isso por uma inteligência artificial”, enfatiza.

Campanha Janeiro Branco

Ao longo de todo o mês, as equipes da Semsa Manaus realizam ações educativas para sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental e emocional, dentro da campanha “Janeiro Branco”.

A programação ocorre em mais de 70 unidades básicas de saúde, policlínicas e Centros de Atenção Psicossocial (Caps), distribuídos nos cinco Distritos de Saúde (Disas): Norte, Leste, Sul, Oeste e zona rural.

A campanha “Janeiro Branco” é realizada no Brasil desde 2014, com o objetivo de estimular o debate e a promoção de ações voltadas à saúde mental. Em Manaus, a iniciativa foi instituída pela Lei nº 2.224, de 20 de junho de 2017.

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