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Manaus, AM, terça-feira, 19 de maio de 2026

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Nova metodologia de controle do Aedes aegypti em Manaus é apresentada a técnicos de saúde

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A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, realizou, nesta quinta-feira, 29/1, uma reunião técnica para apresentar a metodologia de implantação do sistema de ovitrampas, que passará a ser adotado em 2026 no controle do Aedes aegypti em Manaus. O encontro ocorreu no complexo de Saúde Oeste, no bairro da Paz, zona Oeste da capital, reunindo técnicos e gestores de Vigilância em Saúde e Controle das Arboviroses dos Distritos de Saúde (Disas) Norte, Sul, Leste e Oeste.

Fotos – Divulgação/Semsa

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Alciles Comape, explicou que a nova estratégia, cuja implementação está prevista para iniciar em fevereiro, atende a uma determinação do Ministério da Saúde e representa um avanço significativo no monitoramento entomológico, fortalecendo as ações de vigilância e controle das doenças transmitidas pelo mosquito.

Segundo Alciles, as ovitrampas são recipientes de plástico contendo palhetas de madeira Eucatex, instaladas em domicílios localizados em pontos estratégicos. A função do equipamento é atrair as fêmeas do Aedes aegypti para a deposição de ovos, permitindo identificar a presença e a intensidade da infestação em cada localidade.

Após alguns dias da instalação, os agentes de saúde recolherão as palhetas para a contagem dos ovos, possibilitando o mapeamento das áreas com maior concentração do mosquito e a adoção de medidas de controle direcionadas às comunidades com maior risco.

“A reunião com os técnicos e gestores dos Disas foi o primeiro momento para esclarecer como o trabalho será desenvolvido ao longo do ano. Também estão previstas reuniões específicas com cada distrito, para que a metodologia seja construída de forma conjunta e adaptada às características de cada território”, destacou Alciles Comape.

De acordo com o planejamento da Semsa, serão instaladas 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas de Manaus — Norte, Sul, Leste e Oeste — priorizando bairros classificados como de alta vulnerabilidade pelo 4º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em novembro de 2025.

“A proposta é instalar, no prazo de duas semanas, 240 ovitrampas por Disa, em imóveis localizados na área central de nove quarteirões. Inicialmente, a ação será concentrada nos 18 bairros com maior vulnerabilidade, mas o planejamento é flexível. Caso haja melhora nos indicadores de infestação ou redução no número de notificações, as ovitrampas poderão ser remanejadas para outras áreas ao longo do ano”, explicou.

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As ovitrampas deverão ser retiradas pelos agentes de saúde no período de cinco a seis dias após a instalação, antes do nascimento das larvas, evitando que se tornem criadouros do mosquito. As palhetas recolhidas serão encaminhadas para laboratório, onde será realizada a contagem e o registro do número de ovos.

Os 18 bairros classificados como de alta vulnerabilidade, conforme o 4º LIRAa de 2025, são: Tarumã-Açu, Tarumã, Cidade Nova, Parque 10 de Novembro, Flores, Aleixo, Jorge Teixeira, Gilberto Mestrinho, Zumbi, São José Operário, Compensa, Centro, Santa Etelvina, Colônia Terra Nova, Alvorada, Nova Esperança, Santo Antônio e Petrópolis.

Casos

Em 2025, Manaus registrou 1.237 casos confirmados de dengue, uma redução de 52,7% em relação a 2024, quando foram contabilizados 2.615 casos. No mesmo período, a Semsa confirmou ainda 10 casos de zika e 79 de chikungunya.

O chefe do Núcleo de Controle de Agravos Transmitidos por Aedes da Semsa, Edvaldo Raimundo Rocha, reforçou que, mesmo com a adoção da nova estratégia, a participação da população continua sendo fundamental no combate ao mosquito.

“Apesar da redução dos casos no ano passado, não podemos baixar a guarda. As notificações ocorrem ao longo de todo o ano e, em 2025, municípios do interior do Amazonas e estados vizinhos enfrentaram surtos e epidemias. Por isso, é essencial manter a vigilância constante, com a eliminação semanal de possíveis criadouros nos domicílios”, concluiu.

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