Polícia
Polícia dá “Caso Fernando Vilaça” como encerrado
Nesta quarta-feira (16), a Polícia Civil do Amazonas anunciou que o Caso Fernando Vilaça, que tratava da investigação da morte do menor Fernando Vilaça de 17 anos, chegou ao fim.
A notícia foi dada pelo Delegado Geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Guilherme Torres, prestou os últimos esclarecimentos sobre o caso que foi dado como encerrado, nesta quarta-feira, 16/7.
“O que eu posso afirmar é que os dois [suspeitos adolescentes] foram apontados pela participação em homicídio qualificado por motivo fútil, já estão à disposição da Justiça e temos esse caso como encerrado. A Polícia Civil lamenta e expressa o nosso pesar a essa família por esse fato funesto”, destacou Torres.
O primeiro envolvido, um adolescente de 16 anos, já havia sido apreendido no dia 9 de julho deste ano. O segundo estava sendo procurado e se apresentou espontaneamente à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), acompanhado de um advogado, ocasião em que teve o mandado de internação cumprido.
Guilherme Torres ressaltou que o crime, ocorrido no dia 3 de julho deste ano, no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste de Manaus, teve como principal motivação injúrias homofóbicas praticadas pelos autores, que na sequência agrediram Fernando brutalmente. Ele morreu dois dias depois em uma unidade hospitalar da capital.
“A gente entende que foi uma agressão deliberada dos menores que desferiam chutes no ombro da vítima que caiu, bateu a cabeça e entrou em convulsão. Ele também não foi socorrido pelos menores envolvidos. Ele foi socorrido por populares e foi encaminhado a um hospital, onde foi declarado o óbito”, destacou o delegado.
Família pede Justiça
Familiares de Fernando Vilaça realizaram um ato público nessa terça-feira, 16, em frente à delegacia, contra a possível soltura dos jovens e para denunciar ameaças que vêm sendo feitas a moradores da Rua dos Poderes, onde Fernando foi espancado até a morte.
O pai, Valdecir Vilaça, revelou que os dois adolescentes haviam se mudado recentemente para o bairro e já demonstravam atitudes suspeitas antes do crime. A família clama por Justiça para que a memória do jovem não seja esquecida.
“Alguns vizinhos contaram que eles já tinham ameaçado um menor e que um deles chegou a furtar um isqueiro de uma taberna. Depois do que fizeram com nosso filho, queremos que permaneçam detidos e respondam pelo que causaram”, disse o pai.










