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Manaus, AM, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Delícias dos anos 70, a gastronomia que marcou uma geração!

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quitutes traduziam a criatividade do brasileiro

Comida é um reflexo da cultura, da natureza e do cenário socioeconômico de um tempo e lugar. A economia determina o que há de ingredientes no mercado para cada classe social e a cultura e as técnicas culinárias de uma época e local definem como a produção alimentícia se transforma na gastronomia que chega às nossas mesas.


Torta de Atum

Torta de Atum

Quem já viveu mais de 4-5 décadas sabe “datar” os quitutes e delícias surgidos ao longo do tempo e os que vieram para ficar. Como é o do acepipe ilustrando a matéria. Onipresente em toda festa da década de 60-70, pedaços de queijo, azeitona, salsicha em lata e outros espetados em palitos de dente, guarnecendo um melão ou melancia bravamente sacrificados para apresentar o petisco conhecido por sacanagem.

Strogonoff flambado

Strogonoff flambado

O Strogonoff, por exemplo, surgiu nas mesas brasileiras no fim da década de 70. Nunca se apresentou como a receita original russa, mas veio para o Brasil afrancesado, por conta dos champinhons salpicados e o conhaque flambado, coisa que nunca fez parte da receita russa, que como sabemos, os cossacos preferem a vodca e a cebola. Já o creme de leite, esse é parte da receita russa, ou quase, no leste europeu o negócio é o creme azedo. Por aqui, a Nestlé, pioneira no creme de leite de caixinha, ajudou a impulsionar o “estrogonofe” como pode em direção à mesa do brasileiro: A iguaria de carne em cubos com molho de tomate e banhada em creme de latinha. O tempo foi passando e o nobre strogonoff foi saindo das mesas mais finas de socialites e restaurantes de renome, para a mesa da classe média, perdendo o filet mignon, o creme fresco, o conhaque e ganhado versões com catchup e outras coisitas.

Estrogonofe popular

Estrogonofe popular

Na década de 80, os cubinhos de carne foram substituídos por iscas feitas por máquinas em supermercados. Essa foi a deixa para o uso de carnes menos nobres devidamente amaciadas e desfibriladas pelo novo processo de corte. Daí em diante, o brasileiro foi adaptando o prato até estrogonofe virar molho e recheio tipicamente nacional para diversos outros quitutes populares, sendo o próprio consumido no dia-a-dia misturado com arroz e batata-palha de saquinho.

A bebida dos 70. Havia Coca-Cola, rum e poucas opções de bebidas de qualidade. Era a mistura perfeita.

Cuba Libre

Cuba Libre

Mas o Strogonoff é um sobrevivente. Outros acepipes de outras épocas não tiveram tanta sorte e, embora nossos leitores mais maduros venham a “aguar” com as lembranças vivas de certos pratos a seguir, a maioria passou para a história, ou pelo menos já não são frequentadores de todo dia à mesa, restaurante, ou toda festa que frequentamos hoje em dia.

Canapes

Canapes

E por falar em Russia, na década de 60-70 o Brasileiro era obcecado por “pratos de origem russa” reinterpretados na França e depois reciclados grosseiramente por aqui e, como a Russia estava sob a cortina de ferro e ninguém ia para lá, nem mesmo os poucos abastados que traziam os modismos de Paris, as caçarolas nacionais assassinavam pratos internacionais nobres ou apelidavam invenções tupiniquins com nomes “russos”.

Salada Russa

Salada Russa

Havia a salada russa, coisa do trivial nacional e o frango à Kiev, um frango tenro recheado de manteiga e ervas que habitava os melhores restaurantes e, aos poucos foi sumindo diante da voracidade inventiva do brasileiro que lhe recheou com catupiry e encharcou em óleo.

Frango à Kiev

Frango à Kiev

Na linha do “não pode faltar na festa”, haviam os canapés de pão de forma enrolados em manteiga e maionese com recheios e enformados no congelador.

torta fia de pão de forma
Gelatinas criativas satisfaziam o apetite pela artificialidade que permitiu a Kibon, por exemplo, nos servir sorvetes de frutas tão artificiais até a década de 90, que os chamávamos de sabores tinta Suvinil. Lembram?

Os quitutes traduziam a criatividade do brasileiro diante de um mercado restrito.

Mas havia também a “papa fina” dos jantares na casa dos amigos, alguns dos quitutes, felizmente sobreviveram as últimas seis décadas, como a sopa de cebola gratinada e o coquetel de camarão.

Coquetel de Camarão

Coquetel de Camarão

quitutes traduziam a criatividade do brasileiro

Quitutes traduziam a criatividade do brasileiro

Creme de cebola gratinado

Creme de cebola gratinado

Difícil uma festa jantar de classe média alta na década de 70 não ter um ou outro.

Festa de Aniversário Anos 70

Festa de Aniversário Anos 70

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Sou o idealizador do No Amazonas é Assim e um apaixonado pela nossa terra. Gravo vídeos sobre cultura, comunicação digital, turismo e empreendedorismo além de políticas públicas.

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