Brasil
Passaporte de Eliza Samúdio encontrado em Portugal está expirado e será entregue à família
O Ministério das Relações Exteriores informou que o passaporte em nome de Eliza Samúdio, localizado em Portugal na última sexta-feira (2), está expirado e cancelado e será entregue à família da modelo. O documento será encaminhado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para a sede do Itamaraty, em Brasília.

Foto – Reprodução
Em nota, o órgão informou que repassou orientações ao consulado sobre os procedimentos para o envio do passaporte, que ficará à disposição da família caso haja interesse em recebê-lo.
“O Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o passaporte, já expirado e cancelado, para a sede do Itamaraty, em Brasília. O documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em receber o documento de viagem”, informou o ministério.
Ainda não há informações sobre como o passaporte foi parar em Portugal. A notícia gerou forte repercussão e causou indignação entre familiares de Eliza, que afirmam não ter paz diante da recorrente exposição do caso.
Ao g1, Maria do Carmo, madrinha de Bruninho — filho de Eliza — e representante legal de Sônia Moura, mãe da modelo, afirmou que não existe qualquer dúvida sobre a morte de Eliza e classificou a divulgação da informação como cruel.
“Se for um documento original, nós queremos ter ele. É uma lembrança da Eliza. Se for dela, Sônia tem o direito de ter ele de volta. Nós não temos paz. É uma crueldade o que fazem com Sônia e com o Bruninho”, disse.
Segundo Maria do Carmo, a família quer ter acesso ao passaporte caso a autenticidade seja confirmada. “Tudo isso não passa de um factoide lamentável em cima da dor de dois seres humanos. Não há qualquer dúvida de que Eliza está morta”, afirmou.
Eliza Samúdio foi assassinada em 2010, aos 25 anos. O corpo da modelo nunca foi encontrado, mas a Justiça de Minas Gerais expediu a certidão de óbito em 2013. Ela desapareceu pouco depois de dar à luz um menino, fruto do relacionamento com o ex-goleiro Bruno Fernandes.
Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, além da ocultação do cadáver. Atualmente, ele está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.








