Polícia
Confirmado ! Crianças estiveram em casa abandonada antes de desaparecer em Bacabal
As buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, ganharam um novo e importante desdobramento nesta quinta-feira (15). Durante coletiva de imprensa, autoridades do Maranhão, confirmaram que as três crianças estiveram em um local conhecido como “casa caída”, situado na região do povoado São Raimundo.
A confirmação ocorreu por meio de quatro cães farejadores especializados e também pelo relato do menino Anderson Kauã, de 8 anos, que foi resgatado no dia 7 de janeiro, está hospitalizado e recebendo acompanhamento médico e psicológico.
Agora, as equipes seguem concentradas na tentativa de localizar Isabelle e Michael, que permanecem desaparecidos.
Área foi indicada por Kauã e validada por perícia
Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, após ser resgatado, Kauã passou a fornecer informações importantes sobre o trajeto feito pelas crianças. A partir de entrevistas técnicas e análises da perícia oficial, os investigadores chegaram a um ponto específico da mata, identificado como “casa caída”.
Fotografias do local foram apresentadas ao menino, que reconheceu e reafirmou diversas vezes que aquele foi o último ponto onde esteve com os dois primos. Ele descreveu detalhes como a presença de objetos antigos no local, entre eles um banco, colchão e botas.
“Ali foi o local onde eles passaram uma noite”, informou o secretário durante a coletiva.

Imagem: Reprodução / Romarinho Bacabal
Cães confirmam presença das três crianças no local
Após a indicação de Kauã, o local passou por buscas aéreas com drones, helicópteros e equipes em solo. Como nenhum vestígio direto foi localizado, cães farejadores foram acionados.
De acordo com as autoridades, os quatro cães confirmaram a presença das três crianças no entorno da casa caída, inclusive identificando que Kauã teria chegado por um lado da estrutura, enquanto as outras duas crianças teriam se aproximado por outro ponto.
Os cães também indicaram movimentação em direção à área próxima ao rio, o que levou à ampliação das buscas para margens fluviais e ações subaquáticas.
Apesar da confirmação da presença no local, nenhum objeto pessoal das crianças foi encontrado.
Buscas já cobriram mais de 3.200 km²
As forças de segurança informaram que, ao longo dos últimos 12 dias, as equipes percorreram uma área estimada em mais de 3.200 km², dividida em 45 quadrantes. Mesmo após uma segunda varredura completa, não houve localização de vestígios das duas crianças.
As buscas também se estenderam para comunidades quilombolas, áreas rurais, margens de rios e regiões consideradas inicialmente improváveis para acesso das crianças.
Mais de 1.000 voluntários também participaram dos trabalhos de apoio, segundo a prefeitura de Bacabal.
Operação mobiliza forças estaduais e apoio de outros estados
A operação conta com atuação integrada da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Centro Tático Aéreo (CTA), Força Estadual e apoio de equipes vindas do Pará e do Ceará, incluindo cães farejadores.
O governador Carlos Brandão acompanha diretamente as ações, que seguem sendo ampliadas conforme necessidade operacional.
O prefeito Roberto Costa reforçou que não há qualquer previsão de suspensão das buscas.
“Essa estrutura vai permanecer montada pelo tempo que for necessário. Nosso foco é encontrar as crianças”, afirmou.
Investigações seguem paralelamente às buscas
Além das buscas em campo, a Polícia Civil mantém equipes de investigação e inteligência atuando simultaneamente. Ao todo, cinco delegados e diversos investigadores estão mobilizados para apurar todas as possibilidades, sem descartar nenhuma linha de investigação.
Segundo o secretário, qualquer informação recebida, mesmo que pareça improvável, está sendo analisada.
Esperança segue viva
As autoridades reafirmaram que as equipes só deixarão a região após a localização de Isabelle e Michael. As buscas continuarão em áreas de mata, fazendas, rios e pontos ainda não explorados, inclusive com mergulhos especializados.
Enquanto isso, familiares e moradores seguem mobilizados, em uma corrente de fé e esperança.

Imagem: Divulgação








